sábado, 1 de maio de 2010

Caminhada une moradores de Crato e Juazeiro


ASSIM COMO ACONTECE em todos os anos, a Caminhada da Fraternidade é uma tradição que marca a união entre os trabalhadores das duas principais cidades do Cariri
ANTÔNIO VICELMO
1/5/2010

Municípios cearenses realizam programação para marcar o Dia do Trabalho, comemorado hoje em todo o País

Crato. No Cariri, a programação do dia 1º de maio começa hoje de madrugada, a partir das 5 horas, com a Caminhada da Fraternidade, que reúne cerca de 10 mil pessoas das principais cidades da região, principalmente, Crato e Juazeiro. É uma iniciativa das Paróquias de São Francisco de Crato e Juazeiro que, desde 1991, promovem a manifestação. A caminhada é encerrada no Santuário dos Franciscanos de Juazeiro, onde os participantes são acolhidos com um café comunitário, oferecido pelo Conselho Paroquial.

No percurso de 15 quilômetros são feitas reflexões sobre a Campanha da Fraternidade que, este ano, é ecumênica, isto é, com a participação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e tem como tema "Economia e Vida", e lema, "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro". Não são permitidas manifestações políticas. "A caminhada é uma festa de confraternização que tem como objetivo aproximar os moradores de Crato e Juazeiro, duas cidades próximas na distância e separadas por preconceitos culturais e religiosos", diz o padre Raimundo Elias Filho, idealizador da caminhada.

Ele veio de Portugal, onde reside atualmente, para celebrar a "Missa da Partilha" que, este ano, comemorou 25 anos. A pedido dos amigos, ele permanece na região para participar da Caminhada da Fraternidade na sua 20ª edição. O sacerdote acrescentou que aproveitará a oportunidade para "rever os amigos e matar a saudade". Outro sentido da manifestação, segundo Raimundo Elias, é unir as reivindicações das mais diversas categorias de trabalhadores, à luz da fé e a partir das preocupações da Igreja Católica, numa perspectiva libertadora.

O diretor do Sindicato dos Lojistas do Crato, Gilson Alencar, diz que a presença do padre Elias vai fortalecer a caminhada que, nestes últimos dois anos, estava sendo prejudicada com sua ausência. A cada ano, segundo o lojista, estava diminuindo o número de participantes. "Esta caminhada é uma tradição que deve ser fortalecida com a criação da Região Metropolitana do Cariri", diz ele.

Para frei Barbosa, reitor do Santuário de São Francisco de Juazeiro do Norte, o evento é uma forma de aproximação entre Crato e Juazeiro. Ele lembra que Crato deu a Juazeiro o Padre Cícero Romão Batista, que transformou a cidade numa verdadeira oficina de trabalho, um motivo a mais, portanto, segundo o religioso, para realização dessa caminhada no Dia do Trabalhador. O frade lembra que é preciso acabar com velhas rivalidades que nada constroem. "Hoje, o Cariri é uma só nação irmanada na fé, na devoção e no crescimento político, social e econômico", considera.

O evento é, sobretudo, uma festa de confraternização que começa na noite anterior. Muita gente fica nos bares próximos da Igreja de São Francisco, no Bairro Pinto Madeira, no Crato. Quando o dia amanhece, eles já estão no caminho entre Crato e Juazeiro. O clima é de festa com a presença de vendedores ambulantes ao longo da Avenida Padre Cícero. São tradicionais o estampido dos fogos na chegada da caminhada e o carro de som que divulga mensagens e músicas alusivas a data. A multidão aumenta no percurso.

UNIÃO

"Queremos unir os moradores do Crato e Juazeiro, separados por preconceitos cultural e religioso"
Pe. Raimundo Elias
Fundador da Caminhada da Fraternidade

MAIS INFORMAÇÕES
cúria Diocesana, Rua Teófilo Siqueira, 631, (88)3521.1110
Paróquia dos Franciscanos
(88) 3511.1332/ 9963.2244

ANTÔNIO VICELMO
Repórter
FONTE DIÁRIO DO NORDESTE


Um comentário:

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA



"As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



O CRIME DE LESA HUMANIDADE


O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



A COMISSÃO DA VERDADE


A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e pede que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


Paz e Solidariedade,



Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
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