segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

110109 - Re-escrevendo a História: Seu Mozin I – Por César Mozin

Joaquim Mousinho de Oliveira nome do meu inesquecível pai, essa homenagem vem de encontros re-escrevendo nosso relacionamento quando pré-adolescente e adolescente no Crato,
Enquanto aqui atendo em psicoterapias individuais adolescentes que não respeitam seus pais, confesso que o meu veio Mozin mesmo depois de ter ido pro céu há vários anos é e sempre será o meu maior ídolo, só pra vocês terem idéia não tem Senna, Pele, maior que seu Mosin, meu eterno veio do Cachimbão só Jesus Cristo.
Meu pai, não gostava de toma uma caninha, seus amigos e contemporâneos dizia-me, “César, seu pai não gosto de uma pinguinha, come com farinha”. Meu velho do Cachimbão, para os amigos seu Mozin, para meus colegas veio Mozin,
Meu pai tinha vários nichos de amizades no Crato: Mercearia do seu Caririzin, Bodega de seu Sadoque, Bar de seu Ivanildo, Elite Bar e o Redondo. Mas, o que meu pai mais freqüentava era o Bar de seu Ivanildo e o Redondo.
Dona Nair que nunca foi boba, cedo já me falava: “Cesinha depois das aulas do Diocesano passe lá no seu Ivanildo e traga seu pai”, ela sabia que o Cachimbão tomava uma e pagava a rodada para todos os amigos e seu Ivanildo tinha uma cardenetinha só pra anotar as pingas do meu pai, as quais eram pagas mensalmente.
Bem, ou no seu Ivanildo ou no Redondo, era a minha área de atuação. Quando meu pai não estava em nenhum desses lugares, aí o estomago batia nas costa de fome, pois as aulas no Diocesano acabava 11:40min. Chegar em casa 13hs, chegava morrendo de fome e quando era baeão de dois, alias o melhor baião de do mundo é o da minha mãe, aí eu comia até as panelas. Ou nos dias de sábados quando meu pai ia pra Redondo, eu nunca tive conhecimento de alguém gostar de conversar tanto com seus amigos com seu Mozin, amigos ponha conversa e multiplica por dez. Minha sorte era quando ela já tina pego a carne lá no seu Túnico, acho que da minha geração todo mundo comeu as carnes do seu Tunico. Lembro-me quando minha mãe colocando a mão em cima da carne e passava a faca e cortava ao mesmo tempo ela balbuciava “esse Tunico é um amigão, essa carne que ele me mandou é de primeira”.
Mas o re-escrevendo a historia tem vários caminhos, quando eu encontrava o meu pai seus amigos falavam “aí Mozin a polícia da Nair chegou e eu falava” papai a mamãe mandou lhe chamar “na maioria das vezes nós saíamos do seu Ivanildo e seguíamos pro Redondo pra depois direto pra casa. Mas havia outros caminhos, passar no posto de seu Antônio Almino ou lá no seu Sadoque, meu Deus do céu aja conversa. E era nesses caminhos pra casa na Rua: José Alves de Figueiredo, na Vila Silvestre, eu recondo-me que nossos vizinhos eram seu Zé do For, a família do hoje Dr: Valdetário, Dona Anita, e a maior torcedora do Ceará no Brasil Dona Lilô Felipe, para quem eu liguei após a vitória do Ceará sobre a Ponte Preta aqui em Campinas, quando conquistamos a vaga para primeira divisão do Brasileirão. D. Lilô lhe asseguro que vou assistir todos os jogos do Vovozão aqui no Pacaembu e Morumbi contra todos os times paulistas e contra meu Corinthians e para a felicidade da senhora vou torcer pro nosso Ceará. Ou para Rua: Padre David Moreira no pimneta que o meu pai sempre vinha com um dito popular dentre inúmeros e perguntava-me: Cesinha você sabe o significado do ditado popular:Nem eira e nem beira, não sei não senhor, então eu lhe explico:Mas papai se agente demorar vamos perder o Vicelmo depois o senhor não reclame, dá tempo rapaz, então ta, qual é o significado: Ficando assim “sem eira nem beira”.
Significado: Pessoas sem bens, sem posses.
Histórico: Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o proprietário fica sem nada. Aqui na região nordeste este ditado tem o mesmo significado, mas outra explicação. Dizem que antigamente as casas das pessoas ricas tinham um telhado triplo: a eira, a beira e a tribeira como era chamada a parte mais alta do telhado. As pessoas mais pobres não tinham condições de fazer este telhado triplo, então construíam somente a tribeira ficando assim “sem eira nem beira”.
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, ou no momento está sem grana.
Artigo I/10-São Paulo, 09/01/2010 – www.sosdrogasealcool.org
Significa pessoas sem bens, sem posses. Eira é um terreno de terra batida ou cimento onde grãos ficam ao ar livre para secar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento somente a tribeira ficando assim "sem eira nem beira".

1 comentários:
A.Morais disse...
Parabens Dr. Cesar. Esse seu sentimento de carinho, afeto, reconhecimento e gratidão pelo seu pai é exemplo a ser seguido. Parabens ao Ponta da Serra por oferecer aos seus leitores tão belo texto.

Abraços a todos.
10 de janeiro de 2010 01:10
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3 comentários:

Antonio Correia Lima disse...

O comentário do amigo Morais, feito na postagem removida, foi copiado na atual

lilou disse...

Fiquei muito feliz com o comentário feito por você Cesinha, sinto saudades da sua nobre mãe Nair e o saudoso Mozin.Achei interessante o ditado sem eira e sem beira naquele tempo nós eramos sem eira e sem beira,kkkkkkkkkkk.

Abraço carinhoso a todos seus familiares da maior torcedora do Ceará e familia

Lilou Felipe

Cesar Mousinho disse...

Nossa D. Lilô,
a senhora captou a minha ideia
central quando escohi começar essa sérei com esse dito, pois resume a nossa situação daquela época e como me senti aqui em SP quando chegeui com 16 anos em janeiro de 77.
Parabéns pelos 92 anos
e
saúde para toda família.