terça-feira, 24 de setembro de 2013

14ª ROMARIA AO CALDEIRÃO DO BEATO JOSÉ LOURENÇO DIOCESE DE CRATO-REGIONAL NE I TEMA: TERRA, ÁGUA, COMUNHÃO: BEM VIVER NO NOSSO CHÃO.

               Aconteceu  neste domingo, 22 de Setembro de 2013, a 14a Romaria ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, localizado no distrito da Ponta da Serra Crato Ceará.

 A romaria, que já entrou para o calendário cultural e religioso do Cariri, teve início às 7h30min, com a acolhida aos Romeiros e uma Missa Campal celebrada por padres da Diocese.

O evento, realizado anualmente pela Diocese de Crato, através da Comissão Pastoral da Terra (CPT), reuniu religiosos de 15 municípios da região. Caravanas dos Estados da Paraíba, Piauí, Pernambuco e Bahia também estiveram presentes à romaria. Para muitos o cortejo não significa apenas um momento de fé e adoração. Também é visto como tempo de aproximação entre os sertanejos e de renovação da esperança de dias melhores para o homem do campo.

“Significa o resgate da força das comunidades eclesiais de base e dos movimentos populares. Fortalece a militância marcada pelo compromisso com a vida e a manutenção do legado deixado pela própria comunidade do Caldeirão do beato Zé Lourenço, para que ela possa ecoar em todas as nossas comunidades a partir da força da nossa organização”, avalia padre Vileci Vidal, coordenador do CPT do Crato e responsável pela celebração realizada ontem aos romeiros.

Este ano, a romaria teve como tema “Terra, Água, Comunhão: Bem Viver no Nosso Chão”, que relembra a convivência dos agricultores familiares, no Semiárido brasileiro, cuja resistência se confunde com a do próprio beato José Lourenço, que organizou a comunidade calcada em valores humanos e solidários.

Exemplo de convivência com o Semiárido, o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto é apontado como experiência exitosa em cuidado com o homem e a terra. Com suas experiências agroecológicos, a comunidade fundada pelo beato José Lourenço é apontada como embrião do que se convencionou denominar de eco vilas.

Durante a celebração, diversos temas sociais foram levantados pelos religiosos. Dentre os assuntos debatidos, a necessidade do desenvolvimento de programas ecológicos, como forma de fortalecimento das comunidades, foi o que mais chamou a atenção dos presentes. “Nós precisamos reestruturar a vida. A sociedade está um tanto quanto acomodada às questões sociais. As questões ecológicas já eram discutidas à época do Caldeirão. Precisamos resgatar esse debate, dentre muitos outros temas”, ratificou padre Vidal.

A comunidade de Gravatá, localizada na zona rural de Caririaçu foi lembrada durante as discussões. No local deverá ser construído o aterro sanitário que atenderá alguns municípios da região. A população que lá reside, no entanto, é contrária a obra. Afirma que os reservatórios hídricos ali existentes serão contaminados com o funcionamento do aterro e que as áreas de plantio serão prejudicadas.

“Todos estes projetos que ocasionem prejuízo às comunidades produtivas necessitam ser revistos. É isso que nós também estamos debatendo na romaria”, explicou o religioso.

Extraido de cptce.blogspot.com

Desfiles Cívicos do Ginásio Prof. José Bizerra de Brito - década de 1970













Desfiles Cívicos do Ginásio Prof. José Bizerra de Brito - década de 1970













Presidenta Dilma abre a 68ª Assembleia-geral da ONU nesta terça-feira


Posted: 23 Sep 2013 11:09 AM PDT

A presidenta Dilma Rousseff abrirá, nesta terça-feira (24), a 68ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Realizada anualmente , a reunião é o único fórum oficial a contar com a presença dos chefes de Estado de todos os 193 países-membros. O tema definido para este ano é “Agenda de desenvolvimento pós-2015: preparando o terreno”, onde se buscará alavancar processos lançados na Conferência Rio+20.
Em 2011, a presidenta se tornou a primeira mulher a discursar na abertura dos trabalhos da principal reunião de chefes de Estado da ONU, tradicionalmente iniciada por brasileiros. De acordo com a diretora do Departamento de Organismos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Glivânia Maria de Oliveira, outros assuntos deverão ser tratados além do âmbito do plenário, em comissões temáticas, em eventos paralelos.
“A comissão que se encarrega de temas relacionados à segurança internacional estará lá para discutir questões sobre desarmamento, testes nucleares, proibição de comércio de armas, para não mencionar outras questões que hoje colocam muitos desafios, a questão da segurança das informações, que estará como matéria de debate de muita importância”, exemplifica a embaixadora.
Tradição brasileira
Embora não seja citada em nenhum estatuto oficial da ONU, é tradição que o Brasil faça o discurso de abertura das assembleias-gerais. A prática remete a 1947, quando o então ministro de Relações Exteriores Oswaldo Aranha presidiu a abertura do primeiro encontro.
Desde então, a delegação brasileira é responsável pelo discurso inicial das assembleias. A tradição se manteve mesmo nos anos de ditadura militar (1964-1985), quando, no lugar do presidente, a chancelaria do Itamaraty representou oficialmente o país. Além de ser um dos Estados fundadores da organização, o Brasil também foi o primeiro país a aderir a ONU.

Sineval Roque critica licitação da Prefeitura do Crato para coffee breaks

O deputado Sineval Roque (PSB) chamou atenção, nesta quinta-feira (19/09), durante o primeiro expediente da sessão plenária, para a matéria do Diário do Nordeste que mostra dados do Portal da Transparência. As informações apontam licitação no valor de R$ 5,53 milhões para realização de coffee breaks nas secretarias da Prefeitura Municipal do Crato no ano de 2013. “Trabalhamos muito para que o Crato tivesse uma forma diferente de administração, mas continua da mesma maneira ou até pior”, afirmou o deputado.
     O parlamentar lembrou que o Crato é um município pobre e precisa estabelecer prioridades. Ele disse ainda que conseguiu recursos para a perfuração de poços na região, mas a prefeitura não deu as licenças em tempo hábil para a realização do projeto e as máquinas precisaram deixar o local das obras. “Não há um relacionamento entre o prefeito e os deputados que querem ajudar a região”, declarou.
     Em aparte, o deputado Ely Aguiar (PSDC) disse que quando soube da licitação ficou esperando uma justificativa da prefeitura, mas não a teve. “Vejo a necessidade de órgãos públicos de destinarem verba para solenidades e outros eventos, mas o preço é muito elevado”, afirmou. Ely ainda criticou o prefeito por ter se distanciado da população e das lideranças. “A população quer que os recursos sejam aplicados com transparência”, ressaltou. O deputado disse também que ofereceu verbas para a construção de obras para combater os efeitos da seca no município, mas a ajuda não foi aceita pelo prefeito.
     A deputada Mirian Sobreira (PSB) afirmou que vai checar com o prefeito qual foi a questão da licitação, mas lembrou que algumas vezes ocorre problemas com a assessoria da prefeitura, especialmente quando é o primeiro mandato de um político. Ela afirmou que esteve na região e viu um bom trabalho do prefeito.
     O deputado Welington Landim (PSB) declarou que sabe da boa vontade dos deputados Sineval Roque e Ely Aguiar com o Crato. “Quando vejo um prefeito que não quer a aproximação só posso chegar à conclusão de que ele tem medo da liderança de vocês e de que apareçam lá dizendo que estão ajudando”, disse.

TIRAVAM OS SAPATOS E VENDIAM A PÁTRIA. Delúbio Soares (*)


“Dilma será aplaudida por outros países espionados pela NSA”  (The Washington Post)

A nação mais poderosa do planeta espionou o Brasil, sua presidente e, de quebra, a maior empresa do país e uma das maiores do mundo, a Petrobrás. Foram interceptadas ligações telefônicas, mensagens de correio eletrônico e bancos de dados foram violados. Um inaceitável atentado contra nossa soberania, com claríssimos objetivos políticos e comerciais. Em verdade, nada mais que a reafirmação de práticas antigas, contumazes e condenáveis por parte dos Estados Unidos da América em relação a todos – rigorosamente todos – os demais países.
As relações bilaterais norte-americanas sempre foram impregnadas por um indisfarçável espírito colonialista, baseado num desejo insofreável de hegemonia política e de defesa cega de seus inconfessáveis (porém, notórios...) interesses comerciais. Desde a queda do primeiro-ministro iraniano Mossadegh, nos anos 50, numa ação conjunta e criminosa dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, ninguém em sã consciência pode separar o que se faz no plano político do que se maneja no campo econômico. Naquela oportunidade, derrubaram um governo sério e respeitado para entronizarem um novo governo, títere e submisso, que lhes entregou o petróleo do Irã em condições vergonhosa, na bacia da almas.
A cada nova intervenção militar, toda as vezes em que a maior potência econômica e bélica se arroga em polícia do mundo, há o claro interesse de subtrair alguma riqueza do país agredido e favorecer suas maiores empresas, como as do mercado armamentista, as petrolíferas, as grandes corporações econômicas e financeiras. Ninguém faz tanto pelo capitalismo dos EUA quanto a política externa intervencionista daquele poderoso país.
O episódio do monitoramento do Brasil através da NSA, a mega central de espionagem eletrônica, é revoltante, mas não surpreendente. Surpreendente é que nos dias de hoje, em pleno século XXI, ainda espionem governos, empresas e países e possam acreditar – se é que creem, mesmo – que não conhecerão da condenação do mundo civilizado e da reação corajosa das demais Nações agredidas.                                                                       
Montou-se uma estrutura bilionária, integrada por milhares de espiões e auxiliada por outros milhares de técnicos, gozando de absoluta impunidade e de total cobertura tanto da Casa Branca quanto do ‘status quo’ reinante, com a finalidade de “proteger-se contra o terrorismo”. A realidade é bem outra, e a verdade atende por outro nome: espionagem, pura e simples. O terrorismo, no caso, é dos que nos agridem ao nos espionar.
Não se economizou dinheiro nem esforços na tarefa de desrespeitar a soberania de dezenas de países. Não se respeitou nada e ninguém. Colocou-se um fornido aparelho estatal, pouco conhecido e de poderes praticamente ilimitados, ao arrepio mesmo das leis vigentes no próprio país, para violar segredos, códigos e comunicações oficiais, num exercício criminoso de lesa-soberania alheia. E, chamada a explicar-se e esclarecer seu papel atrabiliário, a mais poderosa potência não reconhece a culpa e reafirma seu absoluto desapreço pelos demais países. As seguidas derrotas de sua história (Coréia, Vietnã, Baia dos Porcos, Afeganistão, etc, etc...) parecem não ter servido de pedagógica lição.
Quando de revelações importantíssimas e estarrecedoras do Wikileaks, por obra do valoroso militante das causa sociais Julian Assange, os brasileiros foram alertados das intensas atividades de espionagem que se desenvolviam no Brasil. Jornalistas, como Merval Pereira, e políticos, como José Serra, apareciam em conversações explícitas como meros informantes de diplomatas dos Estados Unidos que atuavam como bisbilhoteiros privilegiados de nossos assuntos de Estado. Serra, por exemplo, assumia um compromisso claro com a petroleira Chevron, conhecida por seu descompromisso com a questão ambiental e maneira pouco ortodoxa de comportar-se mundo afora. O então candidato tucano à presidência da República, logo depois derrotado fragorosamente por Dilma, prometeu à poderosa multinacional da energia que iria mudar as regras do Pré-Sal para favorecê-la tão logo fosse empossado na presidência. O povo brasileiro, em sua infinita sabedoria, negou-lhe a oportunidade de cometer tamanha traição ao país, e o vazamento dos Wikileaks  desmoralizou definitivamente tanto impatriótico entreguismo (http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/93008/) quanto os vaticínios furados dos que praticam um sub-jornalismo à serviço das idiossincrasias pessoais e infundados temores ideológicos dos patrões.
Desde a posse do presidente Lula, em 2003, o Brasil conta com uma política externa independente, resoluta em suas ações e absolutamente comprometida com o desenvolvimento nacional e o futuro dos brasileiros. Vai longe o tempo em que o Itamaraty – extraordinário exemplo de competência profissional e seriedade em todo o cenário diplomático internacional – foi conspurcado pela pequenez de um prático como Celso Lafer, que rasgou as melhores tradições da Casa do Barão do Rio Branco, em diversas e inesquecíveis ocasiões. Uma delas, testemunhada com assombro pela imprensa internacional, se inscreve como o mais baixo papel de um chefe da diplomacia brasileira: indo, sofrêgo, aos Estados Unidos para participar de reunião internacional convocada por sugestão do Brasil e em solidariedade aos EUA em mais uma de suas descabidas aventuras intervencionistas, Lafer (melíflua e alegremente) sujeitou-se à humilhante revista por policiais da aduana local, levantando os braços e (pasmem!!!) retirando os sapatos. Foi um dos momentos mais deploráveis de nossa história. Em outro exemplo do espírito bisonho daqueles tempos estranhos e melancólicos, o mesmo Celso Lafer, segundo o grande escritor Fernando Morais no livro biográfico de Paulo Coelho, transformou o Itamaraty num comitê eleitoral em favor do tucano Hélio Jaguaribe, em sua campanha por uma vaga na já desimportante Academia Brasileira de Letras. 
Hoje, o sapato que os Estados Unidos descalçaram de que um homem desfibrado, sem espírito público ou respeito ao país que fingia servir como frágil chanceler, é apenas triste memória. Dilma Rousseff, com o peso do mandato que recebeu dos brasileiros e o qual vem honrando com sua postura impecável de Chefe de Estado, soube responder de forma firme e categórica ao ataque à nossa soberania ao recursar a invitação de Barack Obama para que visitasse o país agressor na qualidade de “convidada especial”.
O Brasil não é somente a sexta economia mundial, um país ascendente e com sua respeitabilidade resgatada ao longo dos dois mandatos do presidente Lula e reconfirmada pela postura firma e corajosa do governo Dilma. O Brasil é, antes de tudo, a grande Nação que se dá ao respeito e não se apequena diante das demais potências, como nos tempos de FHC, onde reinava um misto de descarado entreguismo com o deslumbramento do célebre “complexo de vira-lata”. A repercussão favorável em toda a mídia internacional e o apoio popular absoluto em todo o Brasil demonstram o acerto da posição sensata e altaneira da presidente Dilma e de nossa diplomacia, resgatada dos tempos infames daqueles homens que tiravam os sapatos e vendiam a pátria. 

(*) Delúbio Soares é professor

MEMÓRIA DOS JUBILEUS DE PONTA DA SERRA EM 2007 - EXPOSIÇÃO