quinta-feira, 18 de junho de 2009

180609 - Trabalho reúne as mais diversificadas linguagens

O coordenador do Projeto Verde Vida, Marcos Xenofonte, diz que o trabalho com audiovisual ampliou as atividades da instituição
(Foto: Elizângela Santos)

Crato. Não foi com a intenção de trabalhar com o audiovisual que o artista plástico Marcos Xenofonte decidiu sair de Recife, onde trabalhava com meninos de rua, junto com uma tia freira e voltar para sua terra natal, no município do Crato. O projeto era mais abrangente. A arte, uma linguagem universal para ele, foi compreendida aos poucos pelas famílias da Catingueira, a seis quilômetros de Ponta da Serra. Foi lá onde nasceu o Projeto Verde Vida que, hoje, reúne as mais diversificadas linguagens.
O vídeo não veio por acaso, mesmo sendo algo não totalmente dentro do domínio do artista. Ele ressalta que a idéia de desenvolver o projeto na área de audiovisual veio de diversas pessoas que estão próximas do Verde Vida e já vinham realizando experiências na região. O curso reuniu, inicialmente, cerca de 50 alunos. Os que foram se identificando permaneceram no projeto.
O trabalho na Catingueira começou há 16 anos. Veio a partir de uma pergunta que Marcos fez a si próprio. Para ele, se era possível desenvolver um trabalho com crianças em Recife, por que não no Cariri?
E foi na Catingueira que o artista plástico vem experimentando um trabalho compensador e com resultados de chamar a atenção.
Quando chegou ao local, a evasão escolar era uma realidade de entristecer. 95% das crianças estavam fora da escola na localidade. Hoje a realidade é outra: o artista diz que esse número chega a 2%.
Era uma realidade, segundo ele, difícil para se trabalhar numa comunidade onde as pessoas não compreendiam muito a linguagem da arte e essa era a única que o artista tinha para chegar às crianças.
Apoio dos pais
Aos poucos, foi assimilada pelos moradores, mas Marcos afirma que, inicialmente, os pais pensavam de forma diferente, por acharem que os filhos deixavam de trabalhar para ficarem desocupados com arte. “Ao verem os filhos indo para a escola e aprendendo algo para a vida deles, todos passaram a entender o objetivo do trabalho”, conta ele. O artista teve experiências com o trabalho também na Alemanha, onde obteve conhecimento e pôde comercializar o artesanato produzido com as crianças do Verde Vida, na Catingueira. O dinheiro foi utilizado no desenvolvimento do projeto, que hoje abriga 200 crianças e adolescentes.
POSITIVO
2% é a taxa de evasão escolar, atualmente, na comunidade de Catingueira. Este é um dos resultados do trabalho do Projeto Verde Vida. Quando chegou ao local, a evasão escolar era de 95%
Extraido do Diario do Nordeste

2 comentários:

A.Morais disse...

Parabens Catingueira, só existe um caminho: escola. A presença do aluno na sala de aula é o unico caminho que existe.

Heduardo disse...

Desde o início dos trabalhos, através da pessoa do Marcos, o Projeto Verde Vida atua como fonte de desenvolvimento e amadurecimento cultural de crianças, jovens e até mesmo de adultos de Ponta da Serra e circuvizinhanças.