sábado, 26 de outubro de 2013

A Câmara do meu tempo.

24 outubro 2013


Foto - Ilustre e nobre  vereador José Valdevino de Brito.
Lendo as noticias  das decisões da Câmara Municipal de Crato lembrei-me um texto do Osvaldo Alves de Sousa cuja titularidade é - A Câmara do meu tempo.

Escreveu o Osvaldo:

"Nem todos traziam pergaminhos, cultura, títulos ou anéis. Mas se nivelavam na honradez e nos bons propósitos  de corresponder, com gestos e atitudes, aos anseios da coletividade. Nunca resvalaram para o terreno movediço dos mercadores dos dinheiros públicos a embolsar polpudos subsídios, as custas da miséria alheia e em detrimento de obras essenciais ao desenvolvimento da cidade.

Companheiros da estirpe de José Kleber Calou, José de Paula Bantim, José de Alcântara Vilar, Dr. Derval Peixoto, Unias Gonçalves de Norões, José Valdevino de Brito, Joaquim de Sousa Brasil, Dr. Jósio de Alencar Araripe, honraram, durante o exercício do mandato, a missão dada pelo povo através do voto".

Opinião Pessoal:
O limite entre a UDN e PSD era respeitado pela coerência. Nem uns, nem outros votavam contra o seu partido.

Sou apartidário, não voto em Crato,  não devo obséquio a nenhum politico, nunca fui a casa de um ou outro e não irei.
Em síntese, creio que a atual Câmara Municipal do Crato esteja na linha de conduta correta. Não se omitindo do cumprimento de seus deveres. Não posso acreditar no que dizem as más línguas da Praça Siqueira Campos. 
Quanto as traições de hoje, somemos as traições de ontem. E, que sirvam de exemplos aos profissionais que dependem do voto.

EXTRAIDO DO BLOG DO CRATO




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

TEMA EMACNIPAÇÃO

QUINTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 2013

Plenário do Senado aprova novas regras para criação de municípios


 
O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (16), o texto substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS-Comp) 98/2002, que estipula novas regras para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. O projeto, de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), foi aprovado com 53 votos a favor, 5 contrários e 3 abstenções.
O relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Valdir Raupp (PMDB-RO), apresentou requerimento para votar em separado dois incisos que, explicou, proíbem a criação de municípios em áreas indígenas, de preservação ambiental e da União. As modificações, ressaltou, foram frutos de negociação com as lideranças do governo. O projeto segue agora para a sanção presidencial.
Durante a discussão da proposta em Plenário, o autor disse que a imprensa tem feito uma leitura equivocada do projeto, ao dizer que ele irá aumentar os gastos públicos. Mozarildo afirmou que, caso a lei que propôs estivesse em vigor há dez anos, 2,8 mil municípios não teriam sido criados. Lembrou que, pela primeira vez, é exigido um estudo de viabilidade tanto do município a ser criado quanto do que será desmembrado.
O substitutivo da Câmara condiciona a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios à realização de Estudo de Viabilidade Municipal (EVM) e de plebiscito junto às populações dos municípios envolvidos. Com a nova lei, as assembleias legislativas do país voltam a examinar a criação de novos municípios, o que não ocorria há 17 anos.
Como reação à excessiva multiplicação de entes federativos municipais em passado recente, alguns sem as mínimas condições econômicas de funcionamento, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 15, de 1996, que interrompeu a chamada “farra dos municípios”. O projeto de Mozarildo visa regulamentar essa emenda.
O parecer da CCJ ao substitutivo aprovado pela Câmara concorda com todas as alterações e acréscimos da daquela Casa ao projeto original, exceto em relação aos destaques já citados. Para a instalação de municípios em áreas de propriedade da União, de suas autarquias e fundações será necessário uma prévia autorização da União.
Principais tópicos
Entre outros pontos, a proposta estabelece:
- a criação, incorporação, fusão ou desmembramento só poderá ocorrer no período compreendido entre a posse do prefeito até o último dia do ano anterior ao pleito municipal;
- qualquer uma dessas ações terá início mediante requerimento endereçado à respectiva assembleia legislativa. O requerimento deverá ser subscrito por 20% dos eleitores residentes na área geográfica diretamente afetada, no caso de criação ou desmembramento, ou 10%, no caso de fusão ou incorporação;
- o cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será a base de cálculo para o número de eleitores necessários à admissibilidade dos requerimentos de alteração de fronteiras político-administrativas;
- tanto o município a ser criado quanto o município preexistente terão de ter população igual ou superior ao mínimo regional. O substitutivo propõe as regras para esse cálculo, uma para Norte e Centro-Oeste, outra para Nordeste e outra para Sul e Sudeste;
- o número mínimo de imóveis existentes no núcleo urbano do novo município deverá abrigar pelo menos 20% das famílias residentes no núcleo urbano original;
- os pré-requisitos populacional e imobiliário serão indispensáveis para a realização do EVM;
- o estudo de viabilidade deverá abordar as viabilidades econômico-financeira, político-administrativa, socioambiental e urbana, tanto do município preexistente quanto do município a ser criado;
- a viabilidade econômico-financeira envolverá receitas de arrecadação própria, receitas de transferências federais e estaduais, despesas com pessoal, custeio e investimentos, dívidas vencíveis e restos a pagar e resultado primário, relativos aos três anos anteriores ao da realização do EVM, além de serem atestados pelo tribunal de contas competente;
- o EVM também deverá conter estimativas de receitas e despesas referentes à possibilidade do cumprimento de aplicação dos mínimos constitucionais em educação e saúde, como também a outros “serviços públicos de interesse local” e ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal;
- a viabilidade político-administrativa envolverá estimativas sobre o número de vereadores do futuro município e o número de servidores necessários para os Poderes Executivo e Legislativo municipais;
- a viabilidade socioambiental e urbana deverá conter levantamento dos passivos e dos potenciais impactos ambientais;
- são criadas diretrizes para o estabelecimento dos limites geográficos dos municípios, que deverão ser preferencialmente estabelecidos por acidentes físicos, naturais e/ou artificiais;
- a viabilidade socioambiental também abordará redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário e de manejo de águas pluviais; perspectiva de crescimento demográfico; estimativa de crescimento da produção de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos de indústrias e residências; percentual de unidades de conservação e de áreas indígenas, quilombolas ou militares e proposta de compartilhamento dos recursos hídricos e da malha viária comum;
- o EVM deverá ser realizado no prazo de 180 dias e terá validade de 24 meses após sua conclusão;
- a Assembleia Legislativa terá de dar ampla divulgação ao EVM por 120 dias, inclusive pela internet, diário oficial estadual e jornal de grande circulação, e realizar pelo menos uma audiência pública em cada um dos núcleos urbanos envolvidos, para esclarecimento da população. Qualquer pessoa física ou jurídica poderá pedir a impugnação do EVM nesse prazo, caso verifique desrespeito às regras. As eventuais impugnações serão decididas pela assembleia legislativa;
- depois de aprovado e homologado o EVM, a assembleia pedirá ao Tribunal Regional Eleitoral a realização do plebiscito para consultar as populações dos municípios envolvidos. O plebiscito ocorrerá, preferencialmente, junto às eleições seguintes;
- se o plebiscito for pela rejeição, ficará vedada a realização de novo plebiscito para o mesmo fim no prazo de dez anos;
- se o plebiscito for pela aprovação, a assembleia votará projeto de lei definindo nome, sede, limites geográficos, comarca judiciária, limites dos respectivos distritos e forma de absorção e aproveitamento de servidores públicos;
- não poderá ser criado município com nome idêntico ao de outro que já exista;
- depois de aprovada a lei estadual, a eleição de prefeito, vice-prefeito e vereadores ocorrerá no pleito municipal imediatamente subsequente. A instalação do município se dará com a posse dos eleitos;
- também há um rol de providências a serem tomadas pela prefeitura e pela câmara municipal após a posse de seus mandatários, como a execução orçamentária e a organização administrativa. O novo município também deverá indenizar o município de origem pelas dívidas contraídas para a execução de investimentos em seu território.
Discussão
Vários outros senadores se manifestaram durante a discussão da proposta. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a designação de relator, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para o Projeto de Lei do Senado (PLS) 509/2011, de sua autoria, que determina, entre outros, que toda a população do estado seja ouvida em plebiscito para a criação de novos municípios.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) elogiou o texto, que estipula critérios claros para a criação de novos municípios, tendo citado o limite mínimo de 12 mil habitantes. Já o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou que a proposta traz regras mais rígidas para a criação dos novos municípios.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse que a proposta fará com que se garanta efetivamente um processo que leve em conta a capacidade econômica e financeira de cada município a ser criado. Estimou que não mais de duas dezenas de distritos estejam hoje em condição de se emancipar.
O senador Blairo Maggi (PR-MT) lembrou que muitos distritos mato-grossenses ficam a mais de 400 quilômetros da sede de seus municípios. Para ele, é inconcebível que os parlamentares deixem perdurar uma situação como essa. O senador Humberto Costa (PT-PE) concordou que a proposta supre uma lacuna na legislação.
O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) afirmou que a vida dos cidadãos nos municípios desmembrados no Paraná melhorou muito, sem que tenha havido o temido aumento de impostos.
O senador Mário Couto (PSDB-PA) informou que o distrito de Castelo dos Sonhos dista 1.100 quilômetros da sede do município de Altamira. O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) também comentou as inconcebíveis distâncias de distritos paraenses das sedes de seus municípios.
Também manifestaram apoio à proposta, ao autor e ao relator os senadores Lúcia Vânia (PSDB-GO), Gim (PTB-DF), Eduardo Amorim (PSC-SE), Osvaldo Sobrinho (PTB-MT), Wellington Dias (PT-PI) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Ações do Deputado Roque


O deputado Roque trabalhou esta manhã junto à Coelce na agilização das ligações de energia elétrica em 3 grandes projetos no Cariri:

1 - Ginásio poliesportivo da Urca (gostaríamos de inaugurar ainda este ano);

2 - Estádio Municipal de Antonina do Norte, que depende da ligação de energia para a conclusão das obras de reforma e melhoria e;

3 - Liberação do orçamento de novas luminárias para a cidade de Antonina do Norte, reivindicação antiga da população."

Secretaria de Obras realiza pavimentação em ruas do Crato



A Secretaria de Obras do Município do Crato continua realizando os serviços de pavimentação nas ruas de vários bairros, distritos e sítios do Crato. O Secretario de Obras, Alender Honório, destaca que vários bairros e distritos serão atendidos com os trabalhos de pavimentação. De acordo com cronograma estabelecido, mais de cem ruas serão contempladas.

Segundo o secretário, já foram atendidos com as obras de pavimentação, os bairros Muriti, Barro Branco, Novo Lameiro, Vila Novo Horizonte, Seminário, Santa Rosa, Parque Grangeiro, Sossego, Vila São Bento, Zacarias Gonçalves, São Miguel, Ponta da Serra, Santa Fé, Dom Quintino, Monte Alverne, Baixio das Palmeiras, Gisélia Pinheiro e Parque Recreio.

No distrito de Ponta da Serra, 15 ruas serão beneficiadas com os serviços. Já no Parque Grangeiro, são 12 ruas beneficiadas. No Sossego serão 5 ruas, e juntas representam mais de 42.400 metros quadrados de calçamento.

O prefeito do Crato, Ronaldo Sampaio Gomes de Mattos, está acompanhando todos os trabalhos e garante que todos os bairros e distritos serão atendidos, beneficiando todas as ruas  que estão sem calçamento e saneamento,  proporcionando, assim, melhorias no deslocamento, saneamento, trazendo melhor  qualidade de vida para os moradores e a valorização imobiliária.


Recebido por E-MAIL

Depois de 7 anos, Insegurança obriga comerciante devolver sistema Caixa Aqui,

O comerciante Ademir Pereira Leite , mais conhecido por DEMIR, após 7 anos de serviços prestados ao Distrito de Ponta da Serra e região, através do Sistema CAIXA AQUI da Caixa Econômica  por se sentir ecoado depois de vários assaltos e tentativas no seu estabelecimento comercial, e se encontrando  pressionado psicologicamente  já se decidiu por  devolver o referido sistema.
Segundo Demir, nesses últimos meses tem aumentado o número de assaltos e tentativas, que  ele a atribui a uma falta mais constante da segurança na comunidade.

Nos seus cálculos, esse atendimento já ultrapassava três mil pessoas por mês, no que será uma grande perca para  a região. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Cratense Dr. Victor Feitosa Oliveira concorre á sua reeleição no Conselho Regional de Farmácia do Ceará.



Teve início nesse mês de agosto  em todo o país o período eleitoral para a classe farmacêutica. As inscrições para registros de candidatura de conselheiros regionais e chapas para as funções de diretores do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Ceará estiveram abertas entre 1º e 14 de agosto, conforme Edital das Eleições 2013 publicado no Diário Oficial da União de 18 de julho.
O edital é de acordo com a Portaria nº 17/13 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Edital CFF Nº 2 - ambos publicados no DOU em 4 de julho de 2013 - e Resolução nº 569, de 6 de dezembro de 2012.
As eleições dos conselheiros e diretores do CRF-CE ocorrem em 7 de novembro de 2013, de 8 às 17 horas. A data limite para a posse dos eleitos é de 31 de dezembro de 2013(http://www.crfce.org.br).

Concorrendo à reeleição o jovem farmacêutico cratense Dr.  Victor Feitosa Oliveira, atual presidente.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO EM CUBA : Cuba: um mestre para cada 42 habitantes


Pedro Meluzá López
Especial da Agência de Informação Nacional
outubro, 2000.

Educação = Orgulho e Prestígio

        Assiste às aulas no último curso do milênio, 99 por cento da população em idade escolar e uma cifra similar termina anualmente o ensino primário. Toda a educação é gratuita. Começou a Escola Latino-Americana de Ciências Médicas com a matrícula de 1900 estudantes de 17 países. 
        Uma recém investigação realizada pela UNESCO na América Latina para avaliar a qualidade da educação primária demonstrou que Cuba tem os melhores índices entre 14 países da área. 
        Este Primeiro Estudo Internacional aplicou provas de matemática e linguagem em quatro mil alunos pertencentes a umas centenas de escolas de cada nação. 
        De uma qualificação máxima de 400 pontos, os estudantes cubanos alcançaram 350, a mais alta, pois a média se manteve em torno dos 250, o qual fala eloqüentemente do alcançado pela maior das Antilhas em âmbito educacional. 
        Daí porque para toda população de cuba, a educação é orgulho nacional e uma das duas conquistas mais determinadas da Revolução, além do prestígio que tem internacionalmente. 
        A citada investigação efetuada pelo Escritório Regional da UNESCO para América Latina aos princípios de 1999 considera que se distinguem três grupos territoriais no que diz respeito à qualidade da educação. 
        O primeiro constituído por Cuba, o segundo muito distante pela Argentina, Brasil e Chile e o terceiro integrado pelos outros países, quase todos com médio inferior a média regional. 
        A escola corrobora com a triste conclusão a que se chegou em um dos últimos cumes ibero-americanos: América Latina é a região menos igualitária em distribuição de conhecimento entre as nações em desenvolvimento, e onde acelerados por necessidades econômicas somente 48 por cento das crianças termina seus estudos e a taxa de escolaridade oscila entre 4 e 6 anos de educação básica. 
        A causa fundamental é, segundo o próprio Escritório Regional, a precária situação econômica existente em grande parte dos países latino-americanos, o que obriga a uma alta proporção de jovens a abandonar seus estudos para ingressar no trabalho por necessidade. 
        Outras cifras alarmantes aparecem com regularidades na imprensa internacional, indicativas da crítica situação educacional pela qual atravessa o Terceiro Mundo. 
        Para a UNICEF no mundo há 140 milhões de crianças não escolarizadas e um bilhão de pessoas que não sabem ler nem escrever. A maioria está em nações subdesenvolvidas. (Na América Latina a cifra supera os 42 milhões.). 
        A UNESCO calcula em um 110 milhões de menores em idade escolar que carecem de escolas nesses países de terceiro mundo e se as condições não melhoram, e lamentavelmente tudo indica o contrário, haverá 162 milhões para 2001. 
        E pensar que com um por cento do que se gasta em armas, todas as crianças do mundo poderiam receber educação! 
        O número de adultos analfabetos no planeta se fixa pela ONU em mais de 900 milhões.
Sistema educacional todo gratuito 

        Falou-se com freqüência que a pequena ilha do Caribe é uma grande escola pelos notáveis êxitos de seus sistema de ensino, todo gratuito, inclusive comparado com nações altamente desenvolvidas. 
        O país tem um dos mais completos, justos e melhores programas de educação do mundo, reconheceram eminentes especialistas internacionais. 
        Sua taxa de escolarização é de 94,6% nas idades de seis a 16 anos. A retenção é de 99,9%. 
        Em respeito ao ano anterior há um aumento de 60 500 alunos e nenhum ficou sem opção. Garantiu-se a continuidade dos estudos a todos os que terminaram a sexta série; mais de 98% dos que concluíram a nona série seguiram no ensino médio superior, uma cifra inédita no mundo, e cerca de 85% dos que finalizaram o pré-universitário irão à faculdade ou à educação técnica profissional. 

        Com uma população total de 11 milhões de habitantes, no ano letivo de 2000-2001 assistem às aulas dois milhões e 400 mil estudantes, deles: 
                152 657 pequenos às 1 118 creches (beneficiando a 136 mil mães) 
                146 000 no jardim de infância (98,7% das crianças com cinco anos de idade) 
                969 000 no ensino primário. 70 % assistem às aulas em período integral incluindo o almoço. 
                739 000 cursam a educação média geral de seis anos. 
                85 000 no ensino politécnico (388 escolas) 
                58 000 nos 429 colégios de educação especial para alunos com problemas físicos e motores. 
                130 000 assistem as 61 universidades (600 mil se graduaram de 1959 até a presente data). 
                300 000 bolsistas (sem pagar alojamento) e 680 mil com bolsas semi-interna. 
        Em toda ilha até as mais elevadas montanhas, existem 12 mil 446 centros educacionais, onde dão aula quase 230 mil mestres e professores e contam com um pessoal de apoio docente que passa de 87 mil trabalhadores. A todos lhes aumentaram o salário recentemente. 
        Quase 300 mestres itinerantes atendem em seus lares a uns 500 jovens cujos graves impedimentos físico-motores não lhes permite locomover-se até a escola. 
        Apesar da crise que o abate desde o início dos anos 90, não se fechou uma sala de aula e o estado caribenho em 2000 destinou dois bilhões e 50 milhões de pesos para a educação, mais de 10% de seu PIB, aproximadamente 137 pesos por habitante (o peso equivale a um dólar no cambio oficial). Segundo dados da UNESCO, os gastos per capta no mundo giram em 162 dólares, na África 33, na América Latina 73, e na Ásia e países árabes 56. 
        América Latina exibe um panorama desalentador sob o sinal do neoliberalismo, com orçamentos mínimos para o ensino e salas com até uma centena de alunos para economizar retiradas.

Ensino aberto para estrangeiros 

        O sistema nacional de ensino não se limita aos cubanos. Os colégios de educação média e superior estão abertos a 8 220 estrangeiros, a porcentagem per capta mais alta do mundo. 
        Começou a funcionar no curso anterior a Escola Latino-Americana de Ciências Médicas, com uma matrícula de 1900 alunos de 17 países. Esta cifra se ampliará em anos posteriores. 
        Nas últimas décadas passam de 38 mil os graduados de 120 nações, deles 40% nas universidades. 
        A maneira de arremate cabe citar o expressado em um jornal uruguaio Brecha, muito distante de um perfil editorial favorável a Cuba. 
        "Todos sabemos que todas as sociedades conhecidas, em momentos de crise eliminam e recortam a ajuda a estrangeiros, os gastos de educação e saúde pública. Todas as sociedades, exceto a cubana". 
        E em verdade a realidade educacional do pequeno arquipélago parece incrível em meio da difícil situação econômica que vive o país, arrasado por um agravado bloqueio norte-americano que dura mais de 36 anos e a conseqüência da perda de 85% de seus mercados, após a queda da União Soviética e as nações socialistas da Europa. 
        Em condições tão adversas não se fecharam escolas por razões econômicas e não há uma criança sem assistir as aulas nem mestres sem emprego, como costuma apreciar-se até em nações do chamado Primeiro Mundo. 
        Nos Estados Unidos, por exemplo, 75 milhões não vão as salas de aula e o presidente Clinton planejou para o século XXI que todos os menores de oito anos saibam ler e "iniciar uma cruzada nacional para manter os níveis d educação". Para o vice-presidente Gore "é vergonhoso que tenhamos este nível de analfabetismo. Países como Cuba nos envergonham neste problema". 
        É difícil entender como no seio da potência capitalista mais poderosa do planeta, a situação educacional impulsione ao correspondente da agência espanhola EFE em Washington a escrever sobre o "O maltratado sistema escolar da capital", devido à "queda em disparada do sistema público de ensino ali, e ao jornal Miami Herald escrever que a "metade dos norte-americanos não podem ler nem escrever adequadamente". 
        O esforço para manter todas as escolas cubanas abertas foi titânico desde inícios da década de 90. No obstante a crise econômica, se elevou os indicadores e os resultados acadêmicos do curso de 1999-2000, por exemplo, foram superiores aos precedentes. 
        Inclusive foram reparados neste ano mais de mil centros escolares e 1 386 laboratórios. 
        O Estado destinou vários milhões de dólares para essas construções e a aquisição de uniformes, lápis, giz, cadernos, equipamento de áudio, TV, computadores e papel destinado aos quase cinco milhões de exemplares de livros textos. (A maior per capta da América Latina). 
        Em certa quantidade contribuiu a este empenho a ajuda solidária com doações feitas por simpatizantes de Cuba no entorno Latino-Americano e na distante Europa. 
        Como se aprecia, um grande esforço do país antilhano permitiu que o curso escolar 2000-2001 seja o que melhor condições materiais tenha dos últimos anos, mesmo quando as demandas e expectativas não poderiam ser satisfeitas ao cem por cento. 
        A base e o apoio deste processo docente em Cuba foi a campanha de alfabetização começada em 1960 após o triunfo revolucionário e que reduziu em um ano de 23,6 a 3,8 o índice de analfabetismo em todo país (agora é 1,9). 
        No comprido trajeto até hoje teve que vencer numerosos problemas: demasiado cientificismo na transmissão de aulas, certa imitação de modelos europeus de ensino indiferente à tradição pedagógica nacional e desmedido desejo por conseguir elevados índices de promoção escolar. 
        Estes vícios estiveram presentes até meados da década dos anos 80 e em etapa mais recente se trabalhou forte para superar o excessivo número de disciplinas de ensino primário e por obter avaliações finais mais reais ao conhecimentos de cada educando. 
        Também desde de vários cursos se aciona uma estratégia para que os mestres e professores acompanhem a seus alunos desde o nível secundário e pré-universitário, e se reduz o total de estudantes por grupo. 
        Conseguir plena vigência desta concepção é complexo, pois, embora consumam milhares dos docentes frente às salas de aula, ainda há um déficit destes em particular na capital, embora anualmente se formem ao redor de quatro mil novos pedagogos.

Um mestre por 42 habitantes 

        Para suprir essa lacuna, cerca de cinco mil estudantes dos últimos anos dos Institu-tos Superiores Pedagógicos receberam treinamento para dar aulas no primário e secundário, enquanto prosseguem seu próprio estudo. 
        Entre as prioridades do atual ano acadêmico esta em revitalizar o ensino de história, que será dada em todos os níveis e graus para contribuir com a formação de valores patrióticos, morais e políticos de crianças e jovens. 
        Igualmente estender a educação e a cultura ao longo de todo o país mediante a utilização da televisão em aulas de idiomas e conferências de pós-graduação. 
        Como se estima, o caminho não foi cor de rosa e as dificuldades e problemas antes sinalizados constituem o sal de um processo cujos saldos mais significativos são haver semeado ao pais com centenas de escolas, garantir ensino gratuito a crianças, jovens e adultos, alcançar altos níveis de promoção e elevar a nona série a média nacional de escolaridade. 
        Hoje, a maior das Antilhas possui um mestre por cada 42 habitantes e por cada 13,6 alunos, em um mundo onde a média, segundo dados da UNESCO, é de 79 e 40, respectivamente. 
        Em resumo se fizeram realidade os pensamentos do Herói Nacional cubano José Martí: "Toda nação será infeliz enquanto não eduque a seus filhos"... e " ser cultos é o único modo de ser livres".

EDUCAÇÃO SEM REVOLUÇÃO 

        Um milhão de analfabetos, mais de um milhão de semi-analfabetos, dez mil mestres sem empregos e 600 mil crianças carentes de escola, era o panorama educacional que apresentava Cuba em 1959, ano do triunfo da revolução. Com uma população que não chegava a seis milhões de habitantes, a deserção escolar no ensino primário e médio era alta devido a razões econômicas e sociais. A matrícula total era pouco mais de 811 mil estudantes, os mestres não passavam de 20 mil e o orçamento estatal para a educação era de 79 milhões e meio de peso. Se se comparam estes dados com os do curso 1999-2000, é apreciável o desenvolvimento conseguido neste campo, cujos indicadores mais significativos são que 99,6% dos alunos do primeiro grau terminam o ensino primário, cifra acima de todos os países da América, incluindo os Estados Unidos, e a retenção em sala de aula é de 99,9%.

Tradução de Elizabete Domingues P. da Silva

Para referência desta página: 
LÓPEZ, Pedro Meluzá. Cuba: um mestre para cada 42 habitantes. Pedagogia em Foco, Havana, 2000. Disponível em: . Acesso em: dia mes ano. 

Extraido de http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/cub03.htm