sábado, 27 de junho de 2015

E.E.M. JOAQUIM VALDEVINO DE BRITO: 10 ANOS EDUCANDO PARA A CIDADANIA

Para registrar esses 10 anos de existência foi produzido um livro com 87 páginas que fala da história desse conceituado estabelecimento de ensino, “a história contada  por seus protagonistas”

COMEMORAÇÕES DOS 10 ANOS DE CRIAÇÃO DA E.E.M. JOAQUIM VALDEVINO DE BRITO
















Pela manhã aconteceu a abertura dos festejos com a presença da Banda de Música de Crato, que executou os hinos oficiais, quando do hasteamento das bandeiras do Brasil, do  Estado e  da Escola.
Presente ao evento ,  alunos, professores e ex – professores ,funcionários e convidados, em especial, os familiares do patrono da escola, o saudoso Joaquim Valdevino de Brito: Maricele( filha),  o líder político Antonio Leite( Genro), o vereador Henrique Leite(neto) e a e a ex coordenadora da crede 18   Águeda Leite( neta).
Quem também esteve presente ao evento foi   a coordenadora da Crede 18 Luciana Brito e a Sr. Balbina Moreno Diniz, primeira diretora da referida escola.
Na parte da tarde aconteceu   uma gincana seguida de várias atrações competitivas artísticas e  culturais.





Como surgiu a E.E.M. Joaquim Valdevino de Brito


A Escola de Ensino Médio Joaquim Valdevino de Brito surgiu da iniciativa do então deputado Estadual Valdomiro Távora, atendendo a solicitação de grupos organizados e de lideranças políticas da região e  do distrito de Ponta da Serra, de acordo com o Projeto de Lei Nº 210/2003 de autoria do mesmo deputado, transformado na LEI Nº 13.431, DE 05. 01.04 (DO. 07.01.04).
Vale salientar que de  início a escola funcionou como um anexo da EEMF Teodorico Teles de Quental da cidade de Crato com a primeira turma ainda em 2003 funcionando em duas salas de aula alugadas pelo Estado, e  em agosto de 2004 quando o prédio ficou pronto , os alunos  foram  remanejados  para o novo espaço.
Em 2004, a escola foi criada pela Lei  nº 13.431 de 05 de janeiro de 2004, com o nome de EEM Joaquim Valdevino de Brito , sancionada pelo Governador Lúcio Alcântara , publicada  no Diário oficial  em 07 de janeiro de 2004. Em Janeiro de 2005  inicia-se o processo de reconhecimento  da escola junto ao Conselho Estadual  de Educação

Veja na íntegra os dois documentos( Projeto + Lei



LEI Nº 13.431, DE 05,.01.04 (DO. 07.01.04).


Denomina a Unidade de Ensino de 2.o Grau do Distrito de Ponta Serra, no Município de Crato, Escola de Ensino Médio Joaquim Valdevino de Brito.


O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ

Faço saber que a Assembléia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º. Fica denominada Escola de Ensino Médio Joaquim Valdevino de Brito a Unidade de Ensino de 2.o Grau do Distrito de Ponta da Serra no Município de Crato.
Art. 2º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, em Fortaleza, 05 de janeiro de 2004.


Lúcio Gonçalo de Alcântara
GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ


Iniciativa: Deputado Valdomiro Távora

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A então Deputada Estadual Íris Tavares ( PT Juazeiro do Norte) lutou também para a vinda de uma escola de Ensino Médio para Ponta da Serra

Por Antonio Correia Lima 




Como historiador , e cima de tudo como militante do Partido dos Trabalhadores,  não poderia deixar de registrar esse fato, que hora relato.
Foi num certo dia do ano de 2004  que  Deputada Irís Tavares esteve em uma reunião no Salão Paroquial de Ponta da Serra para agradecer a sua grande votação neste distrito, e nós do Movimento Emancipalista  solicitamos que ela  assumisse o nosso projeto  o que ela fez  durante o seu mandato nos mantendo bem informados sobre o assunto.
Nesta mesma reunião um representante de um dos grupos organizados solicitou que a mesma lutasse pela vinda de uma escola de Ensino Médio para Ponta da Serra, no que ela se comprometeu, e  aqui trazemos  não só o  pau que matou a cobra, mas também   a cobra morta.
Apesar de sua luta, os loiros da vitória ficaram para outra política da região.

Devemos ressaltar que contou muito ponto  a força política de  lideranças locais e regionais, como por exemplo, os  vereadores  Edvardo Ribeiro da Silva e Antonio Ferreira Leite, dos grupos Organizados  e da ex- deputada  Fabíola Alencar .

Moradia do casal Joaquim Valdevino e Maria Stela



Esta é uma pintura, se não me engano, de autoria de um dos filhos que retrata a moradia do casal Joaquim e Maria Stela na localidade onde fica hoje o Serravento Club, local esse que tinha uma certa elevação ,  inclusive,  com uma ladeira denominada de Ladeira de Joaquim Valdevino.

OUTRAS FOTOS FORNECIDAS PELA  PELA FILHA STELA




ÁRVORE GENEALÓGICA DE JOAQUIM VALDEVINO DE BRITO



Por Antonio Correia Lima


FRANCISCO CORREIA DE BRITO E JOANA CARNEIRO

 PAIS DE

FRANCISCO JOSÉ DE BRITO  C.C.  EUFRÁZIA ALVES  BEZERRA

PAIS DE

ANTONIO DE BRITO CORREIA C.C. ISABEL BEZERRA DE MORAIS

PAIS DE

MIGUEL ALVES DE BRITO OU DE BRITO CORREIA C.C. GRACINDA  PERPÉTUA DO AMOR DIVINO

PAIS

JOAQUINA ALVES DE BRITO C.C. JOSÉ VALDEVINO DA CRUZ

PAIS DE

JOAQUIM VALDEVINO DE BRITO (09.01.1911 a 25.07.2001) C.C. MARIA STELA BRITO SIEBRA, f.l. de José Augusto Siebra, da Malhada, Casaram-se em 12.10.1935, ele com 24  e ela com 21 anos de idade, tendo por test. José Valdevino de Brito e José Siebra de Brito – DHDPG Livro de Casamentos de 1932 a 1936 p 160

JOAQUIM E MARIA STELA

PAIS DE

 Maricelli, Rosa Maria, Rocélio, Antônio Augusto, Pedro Elmano (em memória), Rui, José Humberto, Stela, José Jucélio, Lúcia, Francisco, Jacinta e Melânia.


HISTÓRIAS DE JOAQUIM VALDEVINO DE BRITO –



 por Stela Maria Siebra Brito

Quando éramos crianças papai reunia a meninada ao seu redor e, sob a luz de um candeeiro de querosene, costumava nos contar fabulosas histórias de trancoso, cheias da riqueza, da magia e do encanto do imaginário proveniente da nossa herança indígena, africana e portuguesa.
Grande fascínio aquelas histórias exerciam sobre nós! 
Depois, quando já éramos todos adultos, papai nos emocionou contando histórias reais: as da sua vida. Eram histórias simples do cotidiano de um sertanejo, histórias que retratavam a singeleza da vida daqueles que aguardam a chegada do inverno para plantar e garantir a sobrevivência da família, histórias repletas de lições práticas de um homem que desde criança buscava alternativas criativas para vencer as adversidades da vida.
Das muitas histórias que Joaquim Valdevino contava, queremos destacar especialmente uma que traduz bem seu espírito de luta, de fé e confiança no trabalho.

Era o final de um ano seco e não adiantava plantar nada, pois todos falavam que não adiantava, “só se ia perder semente...”
Mas ele não se conformava com aquela pasmaceira de estiagem prolongada, não podia ficar sem fazer nada, só olhando para um céu sem nuvens e sem promessa de chuvas. Estava para chegar um novo ano...  quem sabe não chovia em janeiro, fevereiro ou em  março, com as bençãos de São José? 
Vislumbrou em sua mente o branco de um algodoal.  Seu coração acatou com confiança a ideia e sua vontade imperiosa entrou em ação: preparou a terra e plantou as sementes de algodão.
As pessoas não acreditavam naquela tentativa, mas Joaquim era obstinado...
Entrou o novo ano e houve uma mudança no tempo. Soprou um vento que prometia chuva, e que caiu no chão como dádiva preciosa para aqueles que acreditaram e plantaram. A chuva não foi muita, porém foi suficiente para segurar o algodão.
O algodoal de Joaquim, naquele ano, não só enfeitou a sombria paisagem sertaneja, como garantiu comida na mesa e aquisição de sementes para o próximo inverno.

Obrigado Joaquim Valdevino por nos ter ensinado, com sua história de vida, que, frente às dificuldades, não devemos bloquear nossa fonte de ideias e cruzar os braços:
É PRECISO PLANTAR ALGODÃO!


UMA HOMENAGEM DE GRATIDÃO DOS SEUS FILHOS: 




Maricelli, Rosa Maria, Rocélio, Antônio Augusto, Pedro Elmano (em memória), Rui, José Humberto, Stela, José Jucélio, Lúcia, Francisco, Jacinta e Melânia.