sábado, 2 de abril de 2011

05 a 09 de abril, em JUAZEIRO: FESTIVAL NACIONAL DE DANÇA DO CARIRI Entrada X Responder | Tânia Peixoto mostrar detalhes
















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A Associação Dança Cariri, CNPJ 09.431.113/0001-16 é uma organização civil, sem fins lucrativos, que vem ao longo de 04 anos fomentando a pesquisa e a produção das artes cênicas, sobretudo a dança contemporânea no cenário Cearense. E vem através deste apresentar a realização da Semana D da Dança 3a edição - Festival Nacional de Dança do Cariri que acontece de 05 a 09 de Abril de 2011 o, dentro da, na cidade de Juazeiro do Norte, interior sul do Ceará.

Idealizada inicialmente para ser uma mostra alusiva as comemorações do dia Internacional da Dança, o evento iniciou timidamente em 2008 (primeira edição em parceria com SESC – Juazeiro do Norte/CE). No ano de 2010 (segunda edição em parceria com CCBNB - Cariri) teve suas ações acentuadas com participações de grupos da capital e ações formativas, levando a que o público local legitima a “Semana D da Dança” como o principal evento de dança da Região do Cariri.

Coordenação Geral

Alysson Amancio

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A mostra vem abrangendo em suas duas edições diversas linguagens da dança cênica (dança contemporânea, ballet clássico, dança de rua, dança popular, entre outras), reunindo espetáculos locais e da capital do Estado, sempre destacando a diversidade e a liberdade de expressão da Dança, numa região que sempre teve visibilidade apenas por suas manifestações tradicionais da cultura popular (reisados, lapinhas, bandas cabaçais), mas que demanda também extrema força criativa em outras linguagens contemporâneas.

Para a terceira edição, ampliaremos as ações, trazendo para o Cariri, de 05 a 09 de Abril de 2011, profissionais da dança renomados no Brasil para realizar o 1º Festival Nacional de Dança do Cariri durante a semana do evento. Realizaremos: oficinas, debates, palestras, intervenções, mostras de vídeos-dança em parceira com Alpendre e exibição de espetáculos com um recorte atual para a produção contemporânea do Ceará e Brasil.

Tais como: Ana Vitória Dança Contemporânea, Esther Weitzman Cia de Dança, Cia da Idéia, Cia Dita, Marina Carleial, Cia da Arte Andanças, Cia Independente. Além de, Thereza Rocha, Milena Codeço, Edney D Conti, Rosa Primo, Wilemara Barros... E artistas da região como Irmãos Anicetos, Dakini Cia de dança, Carolina Rocha Cia de dança e Alysson Amancio Cia de dança, que estréia o espetáculo “O que deságua em mim” coreografado por Ana Vitória coreógrafa baiana radica no Rio de Janeiro, que realizou uma residência com a Cia, através do prêmio FUNARTE residências em artes cênicas 2010.

A programação completa está no blog www.semanaddadanca3.blogspot.com bem como as informações.

Sempre com a entrada gratuita em todas as atividades, o projeto pretende democratizar o acesso à cultura e fomento a apreciadores da dança, neste evento que cerca de 100 artistas e técnicos e um público estimado em 5.000 pessoas, entre população local, regional, estudantes, artistas e turistas e/ou romeiros já que contaremos com intervenções urbanas.

Com ação política e social, no dia 04/04, véspera da abertura da Semana realizaremos a Manifestação DANÇA CARIRI!!! Cortejo Cultural reinvidicando políticas públicas para a Dança na região.

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PROGRAMAÇÃO

Dia 04 de Abril – SEGUNDA –FEIRA

DANÇA CARIRI - Cortejo Cultural
Reivindicação de Políticas Públicas para a Dança no Cariri
16h00 - concentração na praça da prefeitura,
17h00 - saindo pela rua são pedro em direção a praça pe. cicero

Dia 05 de Abril – TERÇA -FEIRA

9h30 - Oficina de Balé Clássico com Wilemara Barros(CE)
Local: Associação Dança Cariri

18h - Cerimonial de Abertura

homenagem a Sra. Ines Silvia

* fundadora da primeira escola de dança da região
18h30 - Irmãos Anicetos(CE)

Local: Teatro Patativa do Assaré – SESC Juazeiro
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19h - Maculelê com grupos de Capoeira do SESC
local: Terreiro Mestre Margarida

19h30 – Ana Vitória Cia de Dança(RJ)
Performance- instalação: Pulsão do Laço
30 min - livre
Local: Sala Multi-Uso SESC

2030h - Cia. Dita (CE)
Espetáculo: De-vir
40 min - 18 anos
Local: Teatro Patativa do Assaré – SESC Juazeiro

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Dia 06 de Abril – QUARTA -FEIRA

9h30 - Oficina de Dança Contemporânea
com Sueli Guerra(RJ)
Local: Associação Dança Cariri


14h Debate: A Dança Cearense.

Convidados: Angela Sousa – Silvia Moura - Fauller – Gerson Moreno
Elyzângela Alencar – Silvia Moura. 120 min
Local: Auditório CCBNB Cariri

17h – Intervenção urbana: Lamento e Gozos da Imperatriz de Itapipoca

Balé Baião (CE) 30min
Local: Praça Padre Cícero, saindo do CCBNB


18h – Cia de Dança Carolina Rocha (CE)
Espetáculo: Eu não lamento - 15 min - livre
18h30 - Silvia Moura (CE)
Espetáculo: Anatomia das coisas encalhadas ou coleção
de coisas inúteis - 20 min - livre
Local: Teatro CCBNB Cariri

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20h - Cia da Idéia (RJ)
Espetáculo: Jangada de pedra - livre
Local: Teatro Patativa do Assaré – SESC Juazeiro

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Dia 07 de Abril – QUINTA-FEIRA

9h30 - Oficina de Dança Contemporânea com
Edney D Conti (RJ))
Local: Associação Dança Cariri

14h Palestra: A dança e a Universidade
Convidadas: Rosa Primo (CE) e Tereza Rocha (RJ) – 120min
Local: Auditório CCBNB Cariri


18h - Balé Baião (CE)
Espetáculo-perfomático: Lamento e Gozos da Imperatriz de Itapipoca - 20min - livre

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18h30 - Dakini Cia de Dança (CE)
Espetáculo: Amarras (fragmentos) – 20min - livre
18h50 – Edney D Conti (RJ)
Espetáculo: Canela Verde – 20min - livre
Local: Teatro CCBNB Cariri

19h30 – Andréa Bardawil e Graça Martins (CE)
Mostra de processo de criação:
Graça/Evidência-Um de Percurso -40 min - livre
* Essa pesquisa coreográfica foi desenvolvida com subsídio do Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2009/2010

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20h30 – Ana Vitoria(RJ) e Alysson Amancio Cia de Dança (CE)
Estréia-espetáculo: O que deságua em mim
*realizado a partir do prêmio FUNARTE residências em artes cênicas 2010
40 min - livre
Local: Teatro Patativa do Assaré – SESC Juazeiro


Dia 08 de Abril – SEXTA -FEIRA


9h30 - Oficina de Dança Contemporânea – Milena Codeço(RJ)
Local: Associação Dança Cariri


14h - Mostra de Vídeos-Dança - Heterotopias Alpendre 10 anos
parceria: Alpendre, Casa de Arte, Pesquisa e Produção
Vídeos exibidos:
- San Pedro, um navio à deriva (2005, 15'), de Andréa Bardawil, Eduardo Jorge e Alexandre Veras
- Partida (2006, 15') de Luiz Carlos Bizerril, Alexandre Veras e Ernesto Gadelha
- Marahope 14/07 (2007, 15'), de Paulo Caldas e Alexandre Veras
- O Regresso de Ulisses, de Alexandre Veras (2008, 20’)
- Os Tempos, de Andréa Bardawil e Alexandre Veras (2009, 15’)


- Solo#1, de Paulo Caldas e Alexandre Veras (2010, 10')
Local: Auditório CCBNB Cariri


18h - Milena Codeço (RJ)
Espetáculo: Brevíssimo inventário de memórias
20min - livre
18h30 – Cia Independente (CE)
Espetáculo: XX YY ZZ, Kairós – o tempo indeterminado
40 min - livre
Local: Teatro CCBNB


20h – Esther Weitzman Cia de Dança (RJ)
Espetáculo: O que imagino sobre a morte
72 min - livre
Local: Teatro Patativa do Assaré – SESC Juazeiro

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Dia 09 de Abril – SÁBADO


9h30 - Oficina de Dança Flamenca – Graça Martins(CE)
Local: Associação Dança Cariri


14h - Debate: Gestão para a Dança.

Convidados: Fabiano Carneiro (Funarte), Andrea Bardawil

Graça Martins, Cláudia Pires, , Jota Junior - 120 min
Local: Auditório CCBNB Cariri

17h - Silvia Moura (CE)
Intervenção urbana: A Cadeirinha
20 min - livre
Local: Praça Padre Cícero, saindo do CCBNB


18h - Marina Carleial (CE)
Espetáculo: Compartir
40 min - livre
Local: Teatro CCBNB

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20h - Alysson Amancio Cia de Dança(CE)
Espetáculo: Burra, não é nada disso que você está pensando
40 min - livre
Local: Teatro Patativa do Assaré – SESC Juazeiro

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* Programação sujeita a alteração

Semana D da Dança 3ª edição
Festival Nacional de Dança do Cariri

Promoção e Realização:

Associação Dança Cariri

através do Prêmio Funarte de Festival de Artes Cênicas FUNARTE 2010

Parceiros:

Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri

SESC Juazeiro

Alpendre – Casa de Arte Pesquisa e Produção

Apoio:

Funarte

Ministério da Cultura

Governo Federal do Brasil

Apoio Cultural:

AB Graus

Grupo São Geraldo

Hotel Horto

Hotel San Felipe

Inpiração, gestão da Cultura

Tembiu

Pirrallhos Produções

Ong Juriti





Tânia Peixoto
"O tempo é o meu lugar, o tempo é minha casa."
(Vitor Ramil)


OS DIVERSOS MECANISMOS DE TUTELA AMBIEMTAL.

Tendo em vista a grande preocupação no que concerne ao Homem, o Ambiente e a Natureza da Ecologia”, em vista do agravamento cada vez mais crescente e degradante do meio ambiente em nossa região, discorreremos sobre os diversos Instrumentos Legais, contidos no Ordenamento Jurídico Brasileiro, como Preventivos e Repressivos, os quais, o Poder Público poderá lançar mão, a fim de proteger o Meio Ambiente.

Os Instrumentos Preventivos para a proteção do meio ambiente, sob a tutela Administrativa de acordo com o Emérito Professor, Mestre em Direito Público pela Universidade de Franca, São Paulo; Promotor Paulo Alvarenga são os seguintes:

-Estudo Prévio de Impacto Ambiental, Licença Ambiental, Desapropriação, Tombamento, Inquérito Civil, Poder de Polícia, Programas de Educação e Conscientização Ambiental, Zoneamento Ambiental e Auditoria Ambiental.

E os Instrumentos Repressivos são os seguintes: Multas ou prestações pecuniárias, Penas restritivas de direitos, Prestação de serviços à comunidade, Liquidação forçada de pessoa jurídica constituída ou utilizada para ofensas ambientais e Perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento oficiais de crédito.

Para quem viola as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente, as sanções da Lei nº 9.605/98, estão contidas no artigo 70, e terá como punição, as sanções do artigo 72 do mesmo diploma legal, conforme a seguir:

- Advertência, Multa simples, Multa diária, Apreensão de produtos, animais, instrumentos ou qualquer bem utilizado na infração, Destruição ou inutilização do produto, Suspensão da fabricação ou venda do produto, embargo de obra ou atividade, Demolição de obra, Suspensão parcial ou total de atividade e Restritiva de direitos.

Falemos, agora em Espécies de Poluição ambiental. A poluição Ambiental está dividida em diversas espécies: Poluições atmosférica, hídrica, do solo, sonora e visual.

Por conseguinte, é também, de suma importância a preservação do patrimônio histórico, cultural e paisagístico. O Restabelecimento de antigo nome de uma Rua é Proteção Legal a bens de valor Histórico. Há admissibilidade através de Ação Civil Pública e a Tutela legal não se limita somente aos bens materiais, mas também, a proteção a bens imateriais, como o antigo nome. A Norma Constitucional assegura a proteção a locais de valor histórico, incluído está, neste dispositivo, o conceito a denominação de ruas e logradouros públicos.

O Desmatamento de área destinada à preservação permanente, isto é, mata nativa da floresta serrana para implantação de projeto imobiliário é crime ambiental. Admissível uma Ação Civil Pública. A destruição da floresta estando confirmada, através de inquérito civil e demais peças processuais caberá indenização. A infração está caracterizada.

Portanto, há diversos estudos que demonstraram que esta prática de degradar o maio ambiente em nome do “progresso”, é secular e extremamente prejudicial ao meio ambiente e altamente nocivo. Pois, há a destruição de todos os microorganismos existentes no solo, destrói a fauna, que se aloja, em seu “habitat”, com o intuito de procriar. Prejudica, sobremaneira, todo o sistema ecológico, afetando a vida dos animais e vegetais, assim como, a saúde, o bem-estar e qualidade de vida da Região.

Enfim, ainda há tempo. A natureza espera por uma atitude de cada um de nós.

Mário Correia de Oliveira Júnior

Professor do Curso de Direito-URCA/ Crato-, 29 de março de 2011

Deputado Roque prestigia reabertura do Palácio da Abolição


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O deputado estadual Sineval Roque (PSB), prestigiou, na manhã da última sexta-feira (25/03), a reabertura do Palácio da Abolição, que depois de 25 anos volta a sediar o Poder Executivo. Para o parlamentar, o Governo do Estado acertou em restaurar e voltar para o Palácio da Abolição, localizado na Avenida Barão de Studart. “O governador Cid Gomes está de parabéns por ter tido todo o cuidado e o carinho em restaurar o Palácio da Abolição, que daqui a alguns meses, sem dúvida, será reconhecido como Patrimônio Histórico do Ceará”, avaliou Roque.

A iniciativa de reabrir o Palácio da Abolição no dia em que se comemora a Libertação dos Escravos no Ceará é um momento histórico na opinião do deputado Roque. Com a reabertura, o Palácio da Abolição volta a ser o local das principais decisões do Ceará e segundo o governador Cid Gomes, está de portas abertas para a população. “Já adotamos o brasão do Estado como nossa logomarca e agora pretendemos incentivar a população para que encontre aqui neste endereço uma identificação cultural com o Executivo do Estado”, explicou Cid Gomes.

Além de ter preservado a identidade histórica da obra o Governo do Estado instalou uma biblioteca, uma auditório para de 214 lugares que estará permanentemente aberto para a realização de eventos culturais e artísticos, além de acessos como rampas e elevadores para atender a pessoas com deficiência.

Saiba mais

A iniciativa de construir um palácio como sede do Governo do Ceará surgiu no início dos anos de 1960, quando o então governador Parsifal Barroso solicitou o projeto ao arquiteto carioca Sérgio Bernardes. A pedra fundamental foi lançada em 1962 e em 1965, o então governador Virgílio Távora deu início às obras.

O palácio segue o estilo modernista em concreto e aço, com varandas circundando todo o prédio principal. O local passa a abrigar os gabinetes do Governador, do secretário-chefe da Casa Civil e do chefe de gabinete do Governador, além de sala de reunião, cerimonial, galeria de arte, auditório, espaço de eventos e biblioteca. No prédio anexo estão instalados os setores administrativos do gabinete do Governador, da Casa Civil e da Casa Militar.

A obra envolveu recursos do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e do Tesouro Estadual, como parte das ações de recuperação do patrimônio histórico cearense.

Morre padre belga José Comblin, da Teologia da Libertação

Religioso foi perseguido pelo regime militar brasileiro, chegando a exilar-se no Chile

27 de março de 2011 | 12h 18
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,morre-padre-belga-jose-comblin-da-teologia-da-libertacao,697964,0.htm?p=1

José Maria Mayrink, de O Estado de S. Paulo

Morreu hoje cedo em Salvador o padre belga José Comblin, 88 anos, um dos mais importantes e polêmicos teóricos da Teologia da Libertação, e autor de vários livros, entre os quais A Teologia da Enxada, sobre a vivência cristã e teológica nas comunidades rurais.

Padre Comblin estava em tratamento médico na capital baiana. Foi encontrado morto, sentado, em seu quarto, quando era esperado para a oração da manhã e não apareceu na capela. Ele tinha problemas cardíacos e usava marcapasso. Apesar da doença, parecia bem disposto e estava trabalhando.

Nascido em Bruxelas, em 22 de março de 1923, padre Comblin veio para o Brasil em 1958, atendendo a apelo do papa Pio XII, que no documento Fidei donum (O Dom da Fé) pedia missionários voluntários para regiões com falta de sacerdotes.

Depois de trabalhar em Campinas e, em seguida, passar uma temporada no Chile, foi para Pernambuco, em 1964, quando d. Helder Câmara foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife. Perseguido pelo regime militar, foi detido e deportado, em 1972, ao desembarcar no aeroporto de volta de uma viagem à Europa.



Tânia Peixoto
"O tempo é o meu lugar, o tempo é minha casa."
(Vitor Ramil)

MATÉRIAS DO PROFESSOR JORGE CARVALHO

JUAZEIRO, MEU ABRAÇO

Tenho pela cidade caririense o meu mais íntimo afeto. A mais profunda admiração. O meu maior respeito. A minha grande consideração. Sua gente trabalhadora. Seu comércio pujante. Seu carisma religioso que ultrapassa o Nordeste, o país e “invade” o exterior. Essa última referência pela figura religiosa, política e carismática do seu primeiro prefeito: O Padre Cícero. Templos religiosos que são locais de visitas e romarias durante todo o ano: Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, Igreja dos Franciscanos, do Socorro, Coluna do Horto. Praça Padre Cícero, talvez o “coração” da cidade. Movimentadíssima, dia e noite. Finais de semana noturnos de encontro entre amigos, casais em agradáveis namoros, idosos em salutar bate-papo, crianças em desinibidas brincadeiras infantis. Bares e lanchonetes “cheias” em descontraídos ambientes. Um comércio que a coloca entre as cidades do Nordeste como uma referência econômica atraente e propulsor do desenvolvimento maior da Meca do Cariri. No campo educacional, marcha a passos rápidos e precisos no alcance de possibilitar ao Cariri, aos caririenses e nordestinos oportunidades vocacionais das mais variadas qualificações. Meu abraço Juazeiro, um abraço fraterno a cada juazeirense, a cada morador desta progressista cidade. A cada um, cada uma que “pisa”, que caminha por suas ruas históricas, suas calçadas, becos e avenidas peculiares, suas praças propícias ao necessário e diário lazer, onde crianças, jovens, adultos e idosos se confraternizam em momentos incomparáveis. Juazeiro onde em cada casa, em cada residência, o trabalho, a oração, o bom, o bem habita. Aproveito para lembrar que em nosso programa (Rapadura Culturarte) já tivemos a alegre oportunidade de destacar em simples homenagens, os senhores e instituições a seguir: Albis Filho, Alcely Sobreira, Cícero Roberto, Dr. Geraldo Meneses. Dr. Carlos Macedo, Dr. Raimundo Macedo, Dr. Mauro Sampaio, Edvan Pires, Franco Barbosa, Fábio Carneirinho, Folha de Juazeiro (40 anos), Folha da Manhã, Guarani – 69 anos, Icasa, Jota Farias, João Barbosa, João Eudes, João Hilário, Jorge Pinheiro, Jornal do Cariri, Juazeiro do Norte (homenagem ao município em um dos seus aniversários em 22 de julho), Jornal Nação Romeira, Luís Carlos de Lima, Matutino Progresso, Maria do Rosário, Maciel Silva, Monsenhor Murilo – 80 anos, Moraca, O Regional, Pedro Duarte, Pedro Bandeira, Poeta Ermano Moraes, Radialistas Juazeirenses (Setembro/2010), Rádios Iracema, Progresso, Verde Vale AM, Tempo FM, Vale FM, Raimundo Araújo, Romeirão (40 anos), Socorro Alencar, TV Verde Vale, Wellington Costa, Zé de Benona. Juazeiro, sempre a visito, principalmente em orações na Igreja do Socorro ou em agradáveis conversas na Praça Padre Cícero em noites bem proveitosas. Vou tá “ligado” no verdão do Cariri na série B do futebol brasileiro, mesmo sendo torcedor do Guarani Esporte Clube - o leão do mercado. Um abraço Luciêr Meneses. “Tou” lhe ouvindo no “arquivo musical”. Juazeiro, juazeirenses: um forte abraço.

Jorge Carvalho

Abril – 2010

Lélia Abramo, atriz do povo

Delúbio Soares (*)
“Todo artista tem de ir aonde o povo está”
(Milton Nascimento)
Lélia Abramo, uma das mais admiráveis atrizes brasileiras de todos os tempos, faria 100 anos em 8 de fevereiro. Deixou-nos em abril de 2004, depois de uma existência profícua vivida intensamente, com profundo amor aos semelhantes e crença inabalável em um mundo melhor e uma sociedade mais justa, solidária e feliz. Filha de imigrantes italianos, Lélia nasceu em São Paulo e foi viver na Itália entre 1938 e 1950. Lá conheceu de perto os horrores do fascismo e a miséria da guerra. Irmã de dois de nossos maiores jornalistas, Cláudio (o maior de sua geração) e Perseu (meu companheiro petista), e de Fúlvio, renomado artista plástico, desde muito cedo ela respirou arte e política, colocando a vida a serviço de suas idéias generosas.
Cumprindo a sina e o destino das grandes mulheres, Lélia Abramo foi muito mais do que dela se poderia esperar. Ao Invés de ter-se acomodado no alto de sua fama, no inegável prestígio angariado ao lado de uma carreira irretocável construída graças ao imenso talento cênico aliado a um caráter admirável, ela foi uma guerreira das melhores causas do povo brasileiro. Gritou quando muitos se calaram. Lutou pela liberdade de expressão nos tempos do obscurantismo e da ditadura. Não se acovardou, não temeu, com a mesma garra com que iluminava os palcos desfilou em passeatas estudantis, lutou pelas diretas, foi companheira solidária e destemida dos que sofriam a opressão do regime totalitário. Que mulher admirável!
Lélia havia comandado a primeira chapa de oposição sindical após o golpe militar de 1964 no sindicato de sua categoria em São Paulo. De forma surpreendente, diante da incredulidade geral, a grande atriz assume a presidência de sua entidade de classe, promove profundas mudanças, enfrenta os patrões e denuncia abusos. Mas paga um preço altíssimo: é ignorada por algumas das principais redes de TV durante muitos anos. Foi uma luta de titãs: de um lado os grandes empresários da comunicação, de outro, uma mulher só. Para Lélia isso não era quase nada. Ou nada, mesmo. Quanto mais dura a parada, mais forte ela se tornava. Minha saudosa companheira era um admirável exército de uma mulher só.
Conheci Lélia em fins dos anos 70, quando juntos participamos da fundação do Partido dos Trabalhadores. Chegado de Goiás, professor da rede pública de ensino e dirigente sindical, olhava admirado para aquela figura de mulher carismática e ao mesmo tempo de impressionante simplicidade. Só a conhecia das telas das TVs, em um sem número de papéis, sempre de destaque, quase sempre dramáticos, encarnando mulheres do povo, mães de família, pessoas comuns e sofridas. E pessoalmente a grande atriz não era muito diferente disso: simples, afável, disponível para o trabalho, absolutamente despojada de qualquer ambição política ou vaidade pessoal.
Já lá se vão mais de três décadas e parece que foi ontem. As imagens continuam vivas e me recordo de Lélia ao lado de Sérgio Buarque de Hollanda e de Mário Pedrosa, entre tantos outros artistas e intelectuais, participando da fundação do PT. Orgulho-me de tê-los conhecido e com eles fundado um partido que mudaria a história do Brasil para melhor.
Ao comemorar seu centenário, com certeza a justa homenagem que podemos prestar à grande artista e corajosa militante das causas populares é recordar seu exemplo luminoso. Colocou seu talento a serviço de ideais generosos, como o genial Picasso nas artes plásticas, exilado na França e combatendo o regime criminoso do ditador Franco em sua Espanha natal. Como Charles Chaplin, o gênio que levou Hitler ao escárnio com sua inigualável sátira do líder nazista em “O Grande Ditador” e depois seria perseguido pelo macarthismo nos anos 50, saindo dos EUA e indo viver na Suiça. Como Mercedes Sosa, a fabulosa artista argentina que usou de seu imenso prestígio internacional para denunciar o regime militar que praticava verdadeiro genocídio em seu país. Como Melina Mercouri, a grande atriz de “Zorba, o grego”, inimiga visceral da ditadura dos coronéis na Grécia e depois brilhante Ministra da Cultura de seu país. Como Vanessa Redgrave, artista célebre que brilhou no cinema e foi tão premiada por suas atuações quanto presente nas lutas sociais dos trabalhadores britânicos. Mas Lélia foi, também, pessoas anônimas, visionárias, guerreiras, empreendedoras, inconformadas, dessas que giram a roda da vida e fazem a história acontecer.
Sem ser uma líder feminista, ela abriu caminho para as mulheres num tempo de imenso preconceito e discriminação machista. Firmou-se pelo talento, impôs-se pela competência, venceu pelo trabalho. Hoje, depois que o partido que ela ajudou a fundar e construir chegou ao poder em 2003 e mudou profundamente as estruturas sociais e econômicas do país, quase 11 milhões de mulheres brasileiras decretaram sua independência econômica e partiram para um empreendimento, seja ele um salão de cabeleireiros ou uma empresa financeira, esteja num bairro da periferia de Goiânia ou na Avenida Paulista. Praticamente metade dos estudantes que chegam às universidades através dos programas iniciados no governo do presidente Lula e continuados no da presidenta Dilma, notadamente o Pro-Uni, são jovens brasileiras, que, no geral, apresentam médias de aprovação altíssimas em todas as faculdades cursadas. Quando Lélia brilhava nos palcos, gritava nas passeatas ou prestava depoimento nos calabouços da ditadura, o Brasil não tinha nenhum ministério ocupado por uma mulher. Hoje, governado pelo partido fundado por Lélia Abramo, nove são as ministras escolhidas por uma presidenta.
O Brasil de hoje, democrático, mais justo e que avança a largos passos para um lugar privilegiado entre as Nações mais desenvolvidas, é fruto da dedicação, da crença e do idealismo de mulheres e de homens que se doaram ao longo de décadas à luta para que pudéssemos chegar até aqui. Lélia Abramo, atriz do povo, brilhou nos palcos e na vida, hoje brilha na história.
(*) Delúbio Soares é professor