domingo, 2 de maio de 2010

DR. FRANCISCO DIONISIO ALVES É MEMBRO INTEGRANTE DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA OAB/CRATO.

O Diácono e Advogado Francisco Dionísio Alves numa solenidade realizada no dia 07 de abril próximo passado na sede da Subseção da OAB/Crato, o mesmo foi empossado como membro da Comissão de Direitos Humanos juntamente com outros integrantes, cuja presidência está a cargo do advogado Hermano José de Sousa. A atuação do advogado Dionísio como é mais conhecido entre os colegas junto a CDH, constitui motivo de muita honra, pela sua simplicidade, humildade e sensibilidade com as questões ligadas aos direitos humanos, qualidades que se somam a grande dedicação pelos estudos na área jurídica, com foco maior na área de direito canônico. Ao colega advogado e membro da CDH da OAB/Subseção de Crato, todos lhe desejam muito sucesso e uma brilhante atuação em todas as ações em defesa dos direitos humanos.

POR HERMANO JOSÉ DE SOUSA

Ψ Psicologia Jurídica IV- Ψ Ato Infracional Ψ Por João César Mousinho De Queiroz.

A Constituição Federal relaciona em seu art. 227 direitos destinados a conceder às crianças e adolescentes absoluta prioridade no atendimento ao direito à vida, saúde, educação, convivência familiar e comunitária, lazer, profissionalização, liberdade, integridade etc. Além do que, é dever de todos (Estado, família e sociedade) livrar a criança e adolescente de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Crianças e adolescentes possuem primazia em receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias, precedência no atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública, destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e juventude, programas de prevenção e atendimento especializado aos jovens dependentes de entorpecentes e drogas afins.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, estabelece um rol de direitos específicos dessas pessoas, bem como regras especiais para o jovem infrator. Considera-se criança a pessoa até 12 anos e adolescente aquela entre 12 e 18 anos.
Crianças e adolescentes possuem direitos próprios que estão previstos em diversos instrumentos internacionais e na legislação brasileira. No plano internacional, ressalta-se a Convenção sobre o Direito da Criança, aprovada pela ONU, em 1989, e em vigência no Brasil desde 1990; as Regras Mínimas das Nações Unidas para a Proteção dos Jovens Privados de Liberdade, aprovada pela ONU em 1990; Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração Juvenil e a Convenção Americana sobre os Direitos Humanos (Pacto de São José).
Ato infracional é a ação tipificada como contrária à lei que tenha sido efetuada pela criança ou adolescente. São inimputáveis todos os menores de 18 anos e não poderão ser condenados a penas. Recebem, portanto, um tratamento legal diferente dos réus imputáveis (maiores de 18 anos) a quem cabe a penalização.
A criança acusada de um crime deverá ser conduzida imediatamente à presença do Conselho Tutelar ou Juiz da Infância e da Juventude. Se efetivamente praticou ato infracional, será aplicada medida específica de proteção (art. 101 do ECA) como orientação, apoio e acompanhamento temporários, freqüência obrigatória em ensino fundamental, requisição de tratamento médico e psicológico, entre outras medidas.
Se for adolescente e em caso de flagrância de ato infracional, o jovem de 12 a 18 anos será levado até a autoridade policial especializada (antiga Delegacia de Menores). Na polícia, não poderá haver lavratura de auto e o adolescente deverá ser levado à presença do juiz. Ressalte-se que os adolescentes não são igualados a réus ou indiciados e não são condenados a penas (reclusão e detenção), como ocorre com os maiores de 18 anos. Recebem medidas socioeducativas, sem caráter de afinação. É totalmente ilegal a apreensão do adolescente para "averiguação". Ficam apreendidos e não presos. A apreensão somente ocorrerá quando for em flagrância ou por ordem judicial e em ambos os casos esta apreensão será comunicada, de imediato, ao juiz competente, bem como à família do adolescente (art. 107 do ECA).
A autoridade policial deverá averiguar a possibilidade de liberar imediatamente o adolescente. Caso a detenção seja justificada como imprescindível para as investigações e manutenção da ordem pública, a autoridade policial deverá comunicar os responsáveis pelo adolescente, assim como informá-los de seus direitos como ficar calado se quiser, ter advogado, ser acompanhado pelos seus pais ou responsáveis etc. Após a apreensão, o adolescente será imediatamente conduzido à presença do promotor de Justiça, que poderá promover o arquivamento da denúncia, conceder remissão-perdão ou representar ao juiz para aplicação de medida socioeducativa.
O adolescente que cometer ato infracional estará sujeito às seguintes medidas socioeducativas: advertência, liberdade assistida, obrigação de reparação do dano, prestação de serviços à comunidade, internação em estabelecimento, entre outras. Que será tema do meu próximo artigo.
Desde janeiro de 1990 quando iniciei meus atendimentos para menores infratores em psicoterapias individuais, grupais e para famílias com filhos em conflitos com a lei para os dias de hoje, poucas coisas mudaram em relação a pratica de ato infracional. O problema que envolve a prática de ato infracional por adolescentes é bastante complexo, demandando a análise de fatores variados como o contexto social, político, econômico e normativo.
A falta de condições mínimas para viver dignamente como emprego, moradia, alimentação, saneamento básico, a precariedade da saúde e uma educação nada integralizadora, favorecem um ambiente de agressividade, delinqüência e atitudes anti-sociais.
A exclusão social também é responsável pela proliferação da violência, pois, uma vez excluídos do convívio social, os jovens não encontram alternativa senão a da delinqüência. O agravamento da crise econômica substitui as oportunidades legais de trabalho pelo tráfico de drogas e armas.
Também podemos perceber que a dinâmica familiar, ao contrário de exercer um papel protetivo, amplia a vulnerabilidade emocional dos filhos e estabelece um modelo de interação inadequado que tende a ser reproduzido futuramente.
Famílias Disfuncionais, situações de alcoolismo e agressões físicas na infância, ausência afetiva, contribuem grandemente para o desenvolvimento anti-social mesmo nos jovens cuja situação econômica é confortável.
Segundo pesquisas, adolescentes expostos à violência doméstica relataram sentimentos de maior solidão, maior freqüência de conflitos com amigos e com maiores dificuldades nos relacionamentos.
O histórico dos adolescentes infratores nos anos 90 era na sua grande maioria oriunda de famílias carentes e disfuncionais e moradores da periferia e favelas. Abril de 2010 atendo adolescentes na Fundação Casa São Paulo Capital, (minoria)no meu Consultório,a Domicilio e no meu Trabalho Filantrópico com família constituída de pai, mãe e irmãos de classe média e média alta, moradores de bairros nobres e estudando em escolas particulares. Índice de 78% envolvidos com drogas. Adolescente menores de 18 anos homicidas e latrocídas que estão cumprindo medidas socioeducativas de internações, 100% dependentes químicos do Crack.
Fontes: Livros,Fundação Casa (Antiga Febem)SP-Capital 02/05/10 Artigo XX– Ψ Psicólogo Jurídico Terapeuta Familiar. www.sosdrogasealcool.org

Ponta da Serra é beneficiada com Palmeiras Imperiais



Avenida José Valdevino de Brito, em Ponta da Serra, fica mais bonita com o plantio de 27 palmeiras imperiais em todo o percurso da avenida. É sem dúvida um grande benefício que o Senhor Prefeito Samuel Araripe está proporcionando a nossa comunidade. Além de dar um novo visual ao logradouro melhora em 100% o clima ambiental.

Esperamos outros benefícios prometidos, tais como, saneamento básico, adutora que trará água da Malhada e asfaltamento da rua principal, a Bernardo Vieira.

sábado, 1 de maio de 2010

ENCERRAMENTO DA FESTA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO 2010


Chega ao final, no dia de hoje, 1º de maio, dia do trabalhador, mais uma grande festa em louvor a São José, padroeiro da Paróquia de Ponta da Serra, com a seguinte programação:

As 9:00 da manhã missa; 12 horas salva de fogos e às 17:00 procissão pelas principais ruas da sede, finalizando com a santa missa presidida pelo Senhor Bispo Diocesano, Dom Fernando Pânico e transmitida ao vivo pela Rádio Educadora do Cariri

FLASHES DA FESTA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO 2010 - DIA 30


Dia do Trabalho –Por João César Mousinho de Queiroz

O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.

A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago(Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Trabalho: atividade física ou intelectual.

Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional
Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Parisdecidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outro países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil: Até o início da
Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências doanarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria.

Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.
Em 1º de maio de 1940, o presidente
Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer).
Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de maio de 1943.

Parabéns e Vivas para todos Trabalhadores Cratenses, Cearenses, Brasileiros.

Trabalho: atividade física ou intelectual

São Paulo 01/05/10-João César Mousinho de Queiroz-Batalhador

Caminhada une moradores de Crato e Juazeiro


ASSIM COMO ACONTECE em todos os anos, a Caminhada da Fraternidade é uma tradição que marca a união entre os trabalhadores das duas principais cidades do Cariri
ANTÔNIO VICELMO
1/5/2010

Municípios cearenses realizam programação para marcar o Dia do Trabalho, comemorado hoje em todo o País

Crato. No Cariri, a programação do dia 1º de maio começa hoje de madrugada, a partir das 5 horas, com a Caminhada da Fraternidade, que reúne cerca de 10 mil pessoas das principais cidades da região, principalmente, Crato e Juazeiro. É uma iniciativa das Paróquias de São Francisco de Crato e Juazeiro que, desde 1991, promovem a manifestação. A caminhada é encerrada no Santuário dos Franciscanos de Juazeiro, onde os participantes são acolhidos com um café comunitário, oferecido pelo Conselho Paroquial.

No percurso de 15 quilômetros são feitas reflexões sobre a Campanha da Fraternidade que, este ano, é ecumênica, isto é, com a participação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e tem como tema "Economia e Vida", e lema, "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro". Não são permitidas manifestações políticas. "A caminhada é uma festa de confraternização que tem como objetivo aproximar os moradores de Crato e Juazeiro, duas cidades próximas na distância e separadas por preconceitos culturais e religiosos", diz o padre Raimundo Elias Filho, idealizador da caminhada.

Ele veio de Portugal, onde reside atualmente, para celebrar a "Missa da Partilha" que, este ano, comemorou 25 anos. A pedido dos amigos, ele permanece na região para participar da Caminhada da Fraternidade na sua 20ª edição. O sacerdote acrescentou que aproveitará a oportunidade para "rever os amigos e matar a saudade". Outro sentido da manifestação, segundo Raimundo Elias, é unir as reivindicações das mais diversas categorias de trabalhadores, à luz da fé e a partir das preocupações da Igreja Católica, numa perspectiva libertadora.

O diretor do Sindicato dos Lojistas do Crato, Gilson Alencar, diz que a presença do padre Elias vai fortalecer a caminhada que, nestes últimos dois anos, estava sendo prejudicada com sua ausência. A cada ano, segundo o lojista, estava diminuindo o número de participantes. "Esta caminhada é uma tradição que deve ser fortalecida com a criação da Região Metropolitana do Cariri", diz ele.

Para frei Barbosa, reitor do Santuário de São Francisco de Juazeiro do Norte, o evento é uma forma de aproximação entre Crato e Juazeiro. Ele lembra que Crato deu a Juazeiro o Padre Cícero Romão Batista, que transformou a cidade numa verdadeira oficina de trabalho, um motivo a mais, portanto, segundo o religioso, para realização dessa caminhada no Dia do Trabalhador. O frade lembra que é preciso acabar com velhas rivalidades que nada constroem. "Hoje, o Cariri é uma só nação irmanada na fé, na devoção e no crescimento político, social e econômico", considera.

O evento é, sobretudo, uma festa de confraternização que começa na noite anterior. Muita gente fica nos bares próximos da Igreja de São Francisco, no Bairro Pinto Madeira, no Crato. Quando o dia amanhece, eles já estão no caminho entre Crato e Juazeiro. O clima é de festa com a presença de vendedores ambulantes ao longo da Avenida Padre Cícero. São tradicionais o estampido dos fogos na chegada da caminhada e o carro de som que divulga mensagens e músicas alusivas a data. A multidão aumenta no percurso.

UNIÃO

"Queremos unir os moradores do Crato e Juazeiro, separados por preconceitos cultural e religioso"
Pe. Raimundo Elias
Fundador da Caminhada da Fraternidade

MAIS INFORMAÇÕES
cúria Diocesana, Rua Teófilo Siqueira, 631, (88)3521.1110
Paróquia dos Franciscanos
(88) 3511.1332/ 9963.2244

ANTÔNIO VICELMO
Repórter
FONTE DIÁRIO DO NORDESTE