terça-feira, 8 de novembro de 2011

LULA VENCERÁ Delúbio Soares (*)


Faz mais de três décadas que conheço Luiz Inácio Lula da Silva. Dirigente sindical dos professores de Goiás, pelos idos do final dos anos 70, fui apresentado ao dirigente sindical dos metalúrgicos do ABC paulista. Nascia ali um laço forte de respeito e admiração por sua luta, por seus ideais e pela forma como sempre se portou na defesa da classe trabalhadora.
Bem antes do alvorecer dos anos 80, a fervilhante década que marcou a redemocratização de nosso país com a eleição de Tancredo, as Diretas Já e a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, eu já estava ao lado de Lula fundando aquele que viria a ser o maior partido da história do Brasil e um dos mais importantes partidos de esquerda de todo o mundo. Tempo faz…
Enfrentamos a descrença da maioria absoluta, dos que não acreditavam no nascimento de um partido que consagraria seu ideário em favor da classe trabalhadora, das mulheres, das crianças, dos negros, dos indígenas e das minorias. Não colocavam fé num partido sem raposas tradicionais, sem doutores famosos ou grandes empresários, sem capilaridade alguma na elite dirigente de um país que se preparava para operar a transição do regime autoritário para uma abertura democrática, ainda que tímida, ainda que sob a tutela dos que nos oprimiram por 21 longos e duros anos de chumbo. Éramos só teimosia e fé.
O Partido dos Trabalhadores nascia como uma força da natureza, sem nenhuma estrutura grandiosa, enfrentando toda sorte de percalços e não bafejado pelos donos do poder econômico ou a mídia, sempre tão hostis. Mas o PT brotava do Brasil verdadeiro, das legiões de miseráveis do país onde suas imensas riquezas ainda estavam nas mãos de pequeníssima minoria. O PT surgia como um sonho generoso de uns poucos diante da incredulidade, do pessimismo e da acomodação da quase totalidade.
Ao lado de Lula percorremos cidades e campos, enfrentamos o frio da madrugada nas portas de fábrica da rica São Bernardo do Campo ou suamos em bicas, sob sol escaldante, pregando para meia-dúzia de irmãos nossos de um Brasil esquecido e paupérrimo nos grandes sertões e nas veredas do Jequitinhonha, então um vale da fome e do esquecimento. Lula fixava nas retinas a imagem do país sofrido que ele viria a transformar em Nação vitoriosa. Lula desenhou nas solas dos sapatos a geografia daquele Brasil faminto e doente, preterido e humilhado, com o qual celebrou um pacto de alma: resgatar a dignidade de sua gente e torná-lo um país mais justo e desenvolvido.
Com ele, Lula, nosso líder inconteste e nosso companheiro exemplar, colhemos aplausos tímidos de platéias escassas pelo interior sofrido, nos deparamos com a zombaria e o desestímulo dos que apenas espiam a história e não querem mudá-la. Fomos ovacionados em estádios lotados nas assembléias de trabalhadores e, também, na maioria das vezes nos intoxicamos com os gases das bombas lacrimogêneas, enfrentando a ira dos poderosos de então, sentindo no lombo a dureza dos cassetetes e no coração a leveza de que – exatamente por tudo o que nos acontecia – estávamos no caminho certo.
Quando as vicissitudes faziam parte de nosso cotidiano e tudo era só incerteza ou insucesso, nem assim, jamais ouvimos dos lábios de nosso líder qualquer reclamação, lamúria alguma, uma blasfêmia sequer. Quanto pior a situação que enfrentávamos, mais Lula crescia. Impossível sentir medo, duvidar do futuro ou acreditar no fracasso ao lado de um homem que, sendo cordato de alma e flexível no diálogo, é uma cordilheira intransponível quando os princípios estão em jogo.
É que Lula faz parte de uma categoria raríssima de homens e de mulheres diferentes. São os que não vieram na vida a passeio, mas a serviço. São aqueles escolhidos pela história, para que sejam os agentes de seus desígnios e cumpram missões quase tão impossíveis quanto indispensáveis para seus povos. Suas vidas e seu amanhã não lhes pertence, passando a ser de sua gente e do próprio processo histórico. Com o Estadista Luiz Inácio Lula da Silva não seria e nem foi diferente.
Pior que o câncer era o destino reservado aquela família tão numerosa quanto paupérrima, de cidadezinha perdida no sertão do Pernambuco, que num precário caminhão pau-de-arara fugiu da fome e do abandono e foi “buscar a sorte” e “tentar a vida” no sul maravilha. Na carroceria lotada de sacos travestidos de malas, entre os rostos sofridos havia o sorriso luminoso de uma brasileira chamada Lindú e o olhar penetrante de um filho seu, mal-chegado à adolescência e a quem a história marcaria de forma tão indelével quanto gloriosa.
Muito pior que o câncer era a trajetória de vida que nossa estrutura social tão injusta destinava ao filho de Lindú. Trajetória tão igual a de outros milhões de brasileiros, de nordestinos, de pobres, de deserdados de um Brasil tão rico e tão pobre: poderia ser vendedor de laranjas, engraxate, jornaleiro, flanelinha, peão-de-obra, pintor de paredes, pedreiro… Com um pouco de esforço e sorte, poderia ser um operário qualificado ou funcionário público, pequeno comerciante… E já seria muito! Jamais, um “Doutor”! Isso sem falar nos que não sobrevivem à fome ou se perdem nos desvãos da injustiça social ou do submundo.
Lula venceu o pouco que lhe estava destinado. Ajudou sua mãe no dia-a-dia e no sustento de muitos irmãos, não rejeitou trabalho algum, enfrentou a pobreza e se tornou um metalúrgico. Depois, já era líder sindical respeitado e responsável pelas grandes greves que balançaram a ditadura e apressaram o processo de redemocratização. Preso e humilhado, deixou o cárcere apenas para despedir-se da mãe adorada, já morta. Foi dos piores momentos de sua vida. Porém, Lula o superou e jamais guardou mágoas de quem quer que fosse. Seus carcereiros, trinta anos depois, declarariam seus votos nele para Presidente da República.
Fundou o PT, disputou e perdeu feio o governo de São Paulo. Logo após, disputou e perdeu três eleições consecutivas para a presidência da República. Lula sofreu toda sorte de agressões verbais e violências morais. Não lhe pouparam nada, nem a vida pessoal, nem sua família ou mesmo sua (pouquíssima) instrução escolar. Mas a história, caprichosa e sábia, mal registrará os nomes dos que o derrotaram. Até que em 2002, em verdadeira e memorável revolução pelo voto, os brasileiros fizeram com que a esperança vencesse o medo e deram a ele, Lula, a oportunidade de mostrar a que veio. E ele não os decepcionou!
Mais de 40 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e ingressaram na classe média. As universidades se abriram para o povo através de Pro-Uni e nunca se construiu tanta moradia popular quanto no governo do presidente Lula. A indústria e o comércio viveram os melhores anos desde o governo de JK, meio século antes. Um Brasil desmoralizado por três quebras humilhantes no naufragado governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, o “Príncipe dos Sociólogos”, passou a ser admirado e aplaudido pelo mundo todo durante o governo do semi-alfabetizado Lula, o “sapo barbudo”. O Brasil derrotado e perdedor, com a auto-estima estraçalhada pelo neo-liberalismo do tucanato, levantou sua cabeça e passou a ser um dos países eleitos para o sucesso e a liderança no século XXI. O olhar penetrante do menino esquálido do caminhão pau-de-arara viu longe, viu mais, viu o que os meninos ricos que governaram o Brasil antes dele jamais sonharam ver.
Lula enfrentou o ódio, o medo, o preconceito, a mentira, a calúnia, a maldade, a incredulidade, o pessimismo, a hipocrisia. E todos eles são espécies de câncer. Lula os venceu, o derrotou um a um.
Há hoje, nas entranhas do país que Lula transformou para melhor, em cada coração um lindo e nobre sentimento de solidariedade verdadeira, de pungente ternura, de amizade sólida, de admiração genuína, de torcida em favor do guerreiro que enfrentou e venceu todo e qualquer mal que se lhe apresentasse ao longo de seu caminho.
O coração generoso de nosso grande povo pulsa solidário e forte. Missas, cultos e orações se sucedem. Velas e luzes se acendem nos confins do Brasil mais profundo, mãos se unem em oração e os que nada tinham e hoje comem, trabalham, estudam e exercem plena cidadania, vibram positivamente por Lula, um irmão deles que chegou lá.
Agora Lula está lutando contra um câncer. Péssimo para o câncer: Lula, de novo, vencerá.
(*) Delúbio Soares é professor
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domingo, 6 de novembro de 2011

A EDUCAÇÃO EM PONTA DA SERRA E O REENCONTRO DOS EX ALUNOS DA PRIMEIRA TURMA DO GINÁSIO PROF, JOSÉ BIZERRA DE BRITO. POR: Antonio Correia Lima







A educação na comunidade de Ponta da Serra deu seu ponta pé inicial, nos primeiros anos da segunda década do século XX , com os professores Manuel Pereira da Silva e Antonio Gomes de Melo, da própria comunidade, que voluntariamente, ensinavam as primeiras letras a crianças e adultos da pequena povoação e arredores.
Só em 1929, o Poder Público Municipal veio a contratar uma professore diplomada, a Sra. Luiza Coimbra Lopes, hoje, nome de rua na sede do Distrito.
Já na década de1940/50 funcionou uma escola Municipal, nas proximidades da residência do Seu João Duarte, que ficou conhecida como “ A Casa da Escola”, e por lá passaram várias professoras. Depois , já na década de 1960, foi construído pelo Prefeito de então, o Sr, José Horácio Pequeno, o Grupo Escolar que recebeu o seu nome.
Por essas duas escolas, e por outras que funcionaram em algumas das residências da povoação e dos arredores, passaram muitos educadores, tais como : América Tavares, Doralice Saraiva, Maria Zezuina( conhecida por Maria Ancelmo), Sinhá Brito, Prisce Pinheiro Vilar, Raimunda Morais, Terezinha Siebra, Lourdes Batista, Maria Bezerra Duarte, Lucir Duarte Bezerra, Maria do Carmo, Geraldina Ribeiro, Neuza Holanda Valdevino, Mariceli Brito Leite, Maria Júlia, Geralda Brasil ( Esposa de Geraldo de Mariquinha), Leocádio Biliu, Lózinha Paes, Irenilde Ribeiro, e tantas outras.
Até os primeiros anos da década de 1960 a comunidade contava apenas com o 3º ano primário, daí em diante ,o aluno teria que se transferir para a cidade do Crato para poder dar continuidade aos seus estudos.
Com a criação da Paróquia de São José, em 08 de setembro de 1967, os primeiros vigários, juntamente com o vereador José Valdevino de Brito ,começam a pressionar o Poder Público para criar uma escola de primeiro grau na comunidade , o que se deu em 16 de abril de 1970, pelo o então Prefeito do Crato, o Dr. Humberto Macário de Brito, em terreno doado pelo Sr, Joaquim Ferreira Leite. Em tendo, o Sr. Prefeito, raízes fincadas em Ponta da Serra, e em sendo sabedor da importância do professor José Bizerra de Britto, filho natural deste distrito, mais precisamente do sítio Malhada, não pensou duas vezes para lhe homenagear, pondo o seu nome no ginásio recém construído.
Mas para chegar até aqui muito se teve de lutar, pois, como já foi dito, a comunidade contava apenas com o 3º ano, no que, de imediato foi criado o 4º ano, que funcionou no Sótão da Igreja, para só depois funcionar o 5ª série no Núcleo Educacional Prof, José Bizerra de Britto, que funcionou como anexo do Ginásio Municipal Pedro Felício Cavalcante, sediado na Cidade( 5ª série B dessa escola).




Finalmente, em 1973, a escola conclui sua primeira turma, que recebeu o nome do Professor José Bizerra de Brito, em solenidade realizada no dia 20 de dezembro de 1973, na Matriz de São José, com missa às 15 horas seguida de colação de grau, e às 22 horas aconteceu a Festa Dançante, na própria escola.
A turma teve como patrono o Professos E Dr. José Newton Alves de Souza, Paraninfo o Dr. Humberto Macário de Brito, e como orador, o aluno Ambrósio Ferreira Lima.
Homenageados de Honra - Professores: Vicente de Paulo Madeira (Pe), Geraldo Benígno, Pedro Felício Cavalcante, Noélia Tavares de Oliveira, Francisco Eli de Menezes, Mirian Siebra Leite, Socorro Primo de Brito, João Teófilo Pierre, Lúcia Maria G. de Brito Siebra e José Valdevino de Brito ( vereador).
Mensagem aos pais: “ Nosso abraço de gratidão aos nossos queridos pais. Sempre quando estávamos desanimados, recebíamos a vossa palavra de incentivo. Confiando na existência divina, um voto de louvor.”
Agradecimento: “Nossa homenagem sincera de reconhecimento aos nossos diretores e professores, enfim todos aqueles que nos dedicaram o seu amor e sua própria vida ou a nós se ligaram pelo simples convívio ou pelo vínculo de participação conjunta”
HUMANISTAS: Antonio Sátiro de Araújo, Aluisio Correia Antes Portão, Ambrósio Ferreira Lima, Ceni Morais de Brito, Edvardo Ribeiro da Silva, Eusébio Cardoso de Oliveira, Eulina Correia Lima, Francisco Bernardo Félix, José Aquino da Silva, Joaquim da Franca Brasil, Maria Aquino da Silva, Salma Holanda Valdevino, Selma Holanda Valdevino, Terezinha Correia Portão e Vilany Teixeira Agostinho.
NOTA: destes, três já são falecidos: Edvardo Ribeiro da Silva, José Aquino da Silva e Vilany Teixeira Agostinho.
Além dos relacionados acima, fizeram parte da primeira turma os seguintes alunos: Gesualdo Morais de Brito, Luzia Holanda Cavalcante ( Lúcia de Dona Nega), Valmir Correia Lima, Valdery Correia Lima, Milton de Souza Lima, Geraldina Ribeiro da Silva Maria Gorete Duarte Bezerra, Francisca de Oliveira Brito ( Quinca), Irenice Duarte Bezerra e José Danízio.
Depois de 38 anos essa mesma turma, com a exceção de alguns, resolveram realizar um primeiro reencontro com o objetivo de projetar uma séria de novos reencontros mais abrangente , com a presença dos ex – professores e funcionários da escola, quando já se pensa no próximo, que será em Janeiro 2012.
O evento se deu nesta sexta feira ( 04/11) com a celebração da santa Missa pelo Padre Paulo, auxiliado pelo Diácono Francisco Dionisio Alves, na Matriz, onde usou da palavra o ex- aluno do Ambrósio Ferreira Lima , atual Secretário de Educação de Educação do Município de Caucaia – CE, que veio, com seus familiares, mãe, esposa e irmã, exclusivamente, para prestigiar o evento. Usou da palavra, também, a professora aposentada Maria do Socorro Primo, que preparou essa primeira turma para ingressar no ginasial.
Em seguida, no SerraventoClub, aconteceu um jantar, antecipado de uma aula improvisada, onde os ex- alunos reviveram seus momentos de alegria e de dificuldade, da época em que iniciaram seus estudos no ginásio professor José Bizerra de Britto.
Compareceram ao evento os seguintes ex-alunos: Antonio Sátiro de Araújo, Aluisio Correia Antes Portão, Ambrósio Ferreira Lima, Ceni Morais de Brito, Eusébio Cardoso de Oliveira, Eulina Correia Lima, Francisco Bernardo Félix, Salma Holanda Valdevino, Selma Holanda Valdevino, Terezinha Correia Portão , Geraldina Ribeiro da Silva, Ceni Morais de Brito e Maria Gorete Duarte Bezerra, e a ex- professora Socorro Primo de Brito.
Resta, agora, se aguardar o próximo reencontro previsto para janeiro próximo.





Biografia de Ambrósio Ferreira Lima



Ambrósio Ferreira é filho de Antonio Ferreira Lima e Adelice Correia Lima, formado em Administração de Empresa, pela Universidade Federal do Ceará, casado com a Farmacêutica Antonia Lima com quem tem três filhas: Andréa Micaelle, Aline Mabel e Anne Maiane. É católico praticante, um apaixonado pela vida, pela solidariedade e fraternidade.

Primeiros Desafios
Ambrósio nasceu na Ponta da Serra em 06.10.52, Distrito do Crato-Ce, primeiro filho de pais agricultores, trabalhou na roça durante 15 anos. Cultivava arroz, algodão, cana-de-açucar, milho e feijão. Foi vaqueiro e motorista de carro de boi. Com doença grave, seu pai ficou internado no Hospital das Clínicas em Fortaleza, durante seis meses, quando o Ambrósio, com apenas 19 anos, teve que cuidar de 12 irmãos e da mãe, além da avó e uma tia. Nesse período, substituiu seu pai na gerência da fazenda, onde morava e manteve no mesmo ritmo as atividades rurais de seu pai. Como agricultor participou ativamente do sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato, inclusive disputando a presidência da entidade. Ambrósio fez o terceiro ano primário três vezes, porque não queria parar de estudar e não havia no distrito as séries seguintes e nem seus pais tinham condições financeiras para custear os estudos na cidade de Crato. Concluiu a 8ª série com 21 anos de idade. Foi presidente do Grupo de Jovens da Ponta da Serra, entidade promotora do Festival Regional da Juventude, evento cultural e esportivo que mobilizava a juventude, na semana do carnaval, no atletismo, folclore, teatro e música. No Colégio, foi presidente do Grêmio Estudantil do Ginásio Professor Bizerra de Brito, onde estudou da 4ª a 8ª série.
Primeiro Emprego
Abandonou os estudos fazendo o 2º científico, quando passou no concurso da COELCE e foi trabalhar como Operador de Subestação na cidade de Orós-Ce. Em Orós, permaneceu 03 anos, engajou-se nas pastorais da igreja católica, participando do grupo de jovens da paróquia. Estudou por correspondência e fez o supletivo do 2º grau em Fortaleza, aprovado em todas as matérias da primeira vez. Ensinou Português durante dois anos no colégio da CNEC de Orós. Em sua estada em Orós, Ambrósio leu todos os livros literários da pequena biblioteca pública da cidade, inclusive coleções inteira de Jorge Amado, José de Alencar, Graciliano Ramos, Machado de Assis e Mil e Uma Noites. Estudou muito e conseguiu passar no concurso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Funcionário do Banco do Brasil - Catolé do Rocha-PB
Em janeiro de 1978, Ambrósio assumiu o cargo de escriturário do Banco do Brasil de Catolé do Rocha-Pb. Com menos de dois meses no novo emprego em Catolé do Rocha-Pb, aconteceu a morte de seu pai, deixando 09 filhos menores com a mãe. Diante daquela tragédia, Ambrósio tomou a decisão mais importante de sua vida: alugou uma casa, comprou um fogão e uma geladeira e trouxe para morar em Catolé a mãe e os 09 irmãos pequenos. Foi presidente da AABB e professor no Colégio Dom Vital nas disciplinas de contabilidade bancária, contabilidade comercial e matemática. Em 1980, transferiu-se para o Banco do Brasil de Caucaia-Ce.

A Trajetória em Caucaia/CE
Ao chegar em Caucaia, logo assumiu a presidência do Conselho Paroquial, coordenou o Encontro de Casais com Cristo-ECC e fundou o Dízimo da Paróquia de Caucaia. Participou da UJEC-União dos Jovens Estudantes de Caucaia e foi diretor durante cinco anos do Conselho Comunitário do Parque Tabapuá. No Banco do Brasil, foi gerente do FUNDEC-Fundo de Desenvolvimento Comunitário do Banco do Brasil, do programa de promoção das comunidades rurais carentes e do Projeto São Vicente em parceria com a SUDENE. Foi presidente do Partido dos Trabalhadores de Caucaia e vereador pelo PT de Caucaia no período 2001/2004. Também foi diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará.
Foi secretário municipal da Secretaria de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo de Caucaia durante o período de 02/01/09 a 11/10/11.
Ambrósio está aposentado pelo Banco do Brasil desde 2004. Atualmente é empresário do ramo de farmácias, consultor de empresas, educador da Fundação Banco do Brasil, presidente da SUPERPHARMA - Associação de Farmácias e Drogarias do Ceará e Secretário Municipal de Educação do município de Caucaia desde 13/10/11.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PLENÁRIA REGIONAL DO PT - PRESENÇA DE RUI FALÇÃO

PARTIDO DOS TRABALHADORES
DIRETÓRIO ESTADUAL DO CEARÁ
Convite
O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores - PT Ceará – tem a honra de convidar vossa senhoria para prestigiar a agenda do Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Deputado Rui Falcão no Ceará. Segue programação:
Programação:
Data – 05 de Novembro de 2011 (sábado)
11:30 hs – Desembarque no Aeroporto Orlando Bezerra em Juazeiro do Norte
12:00 hs – Visita ao Prefeito Municipal de Barbalha-Ce.
Local – Paço Municipal (gabinete do Prefeito)
14:00 hs – Plenária regional do PT do Cariri, com a Pauta: Análise de conjuntura e Eleições 2012.
Local: Quadra poliesportiva do colégio Salesiano, localizada à rua Padre Cícero ( em frente a igreja)
17:00 hs – Embarque no aeroporto Orlando Bezerra em Juazeiro do Norte com destino a Mossoró RN
18:00 hs – Desembarque no aeroporto de Mossoró, seguindo para Icapuí (30 KM)
19:00 hs – Comício no município de Icapuí
Local: Praça Adauto Róseo ( Praça Central do município)
Saudações Petistas
Luizianne de Oliveira Lins

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O MUNDO NA REDE


Delúbio Soares (*)
O mundo não está só globalizado: ele está em rede. Aliás, muitas redes. E elas tornaram o planeta muito menor e bastante melhor. Com o advento da internet, a rede mundial de computadores, experimentamos mudança radical em nossas vidas. Em todos os setores, do comércio à educação, dos serviços à saúde, do entretenimento aos esportes, percebemos a força dessa autêntica revolução que pulsa nas telas dos micros, dos notebooks, dos tablet’s, dos celulares, dos terminais.
A presença do computador em nossas vidas já se consolidara muitos anos antes. Mas, nos dias de hoje, ele já perdeu a imagem de verdadeiro tótem futurista, de máquina distante e fria. Foi por obra de quando as pessoas se aproximaram mais umas das outras, desacralizando o suposto mistério da tecnologia da informação e utilizando as redes sociais da internet para uma vida melhor, mais inteligente, e com mais qualidade em todos os sentidos.
Os indicadores mais recentes da utilização e acesso à rede mundial de computadores pelos brasileiros são impressionantes! Ao final do ano de 2010 cerca de 74 milhões de pessoas (com mais de 16 anos de idade) utilizavam a internet. Mais 3 milhões de brasileiros (com menos de 16 anos) engrossaram esse número altamente expressivo. Com 77 milhões de brasileiros – pouco menos da metade de nossa população total – acessando a rede mundial de computadores, o IAB (Interactive Adverstising Bureau), com base em pesquisas realizadas pelo IBOPE, pode sentenciar: “a internet é mídia de massa!”
O IAB é uma associação que existe em mais de 45 países cuja principal missão é desenvolver o mercado de mídia interativa. O IAB Brasil conta atualmente com cerca de cem filiados, entre sites e portais, empresas de tecnologia, agências e desenvolvedoras web, líderes em seu segmento no país. Portanto, não lhe faltam nem conhecimento nem autoridade na área. Melhor termômetro de nossa realidade na área da internet, impossível.
Quando o governo Lula se iniciava, em inícios de 2003, apenas 19,4 milhões de cidadãos de nosso país tinham acesso à internet. Um indicador tão ruim quanto os vergonhosos indicadores sociais (educação, saúde, habitação, qualidade de vida, etc…) herdados do governo de Fernando Henrique Cardoso e do PSDB/DEM. Com a política desenvolvimentista do governo do PT e dos partidos da base aliada, tendo a melhoria das condições de vida de nosso povo como principal preocupação, a cidadania digital foi implantada a passos largos (ou mais megas e terabytes!) e hoje formidáveis 81,07 milhões de brasileiras e brasileiros acessam regularmente a internet.
Da herança maldita dos tucanos, nós petistas realizamos a façanha de corresponder aos anseios de modernidade e comunicação de um país que cresce a cada dia e seu povo, agente principal das transformações profundas pelas quais o Brasil vem passando na última década. O computador nas mãos de todo e qualquer brasileiro significa a democratização do saber e da informação. O governo Lula exterminou uma odiosa situação: como herança renitente da década infame do tucanato, o acesso à internet era partilhado por 50,2% das classes A e B, e 49,8% dos internautas eram das classes C, D e E. Hoje, quando o computador está acessível aos brasileiros e já está incorporado à rotina de suas famílias, 52,8% dos acessos são de brasileiros das classes C, D e E, onde se localizam a classe média e os trabalhadores, e 47,2% são das classes A e B, os ricos e a classe média alta.
É um verdadeiro milagre, somente possível pela decisão política dos governos de Lula e de Dilma, a familiarização dos brasileiros com a internet, massificando a utilização de seus recursos e das redes sociais: Facebook, Twitter, Linked In, Orkut, etc… Causa calafrios aos nossos antecessores no governo a imagem deslumbrante de um aluno pobre de escola pública no Oiapoque, divisa do Amapá com a Guiana Francesa, acessando os maiores museus do Brasil e do mundo, poder visitá-los virtualmente e se informar sobre cada um deles, saltando do MASP na Avenida Paulista para o centenário e emblemático Museu do Louvre, no coração de Paris. Pois isso pode estar acontecendo milhares de vezes no exato momento em que você, amigo leitor, estiver lendo esse artigo e imaginando essa viagem fantástica empreendida pela eterna e imorredoura sede de saber do ser humano. Apesar do imenso esforço que certa parte de nossa elite dirigente – a parte mais reacionária e desumana – sempre fez para deter o poder através de expedientes condenáveis, da submissão intelectual e da incultura da maioria absoluta de nosso povo, a situação se inverteu claramente.
Hoje temos uma pequena elite que ainda não compreendeu o momento vivido pelo Brasil e o mundo, nem teve a mínima competência para decifrar os signos de um novo tempo que já chegou há quase uma década. Não poderia, portanto, decodificar, compreender ou aceitar a poderosa equação de que diante de meias verdades ou mentiras inteiras, da manipulação rasteira dos fatos, da desinformação a serviço de interesses inconfessáveis, os brasileiros estão utilizando a internet e as redes sociais para se informarem e conhecerem a verdade dos fatos, sem a tutela desonesta dos que mascaram a realidade, assassinam reputações, premiam e punem a seu bel-prazer e de acordo com suas conveniências políticas, ideológicas, econômicas ou, até mesmo, meramente pessoais.
Já há algum tempo lancei meu blog (www.delubio.com.br). Tem sido um espaço valioso para a difusão de idéias e sua discussão franca, sempre em nível elevado e com a participação espontânea dos internautas. Logo depois veio o Twitter (@delubiosoares), onde acompanho milhares de pessoas e por elas sou seguido, com a rapidez vertiginosa do bem-sucedido microblog, informando e debatendo em tempo real. Com minha chegada ao Facebook (www.facebook.com/delubiosoares) consolidou-se o processo de utilização das redes sociais, interagindo com brasileiros de todos os rincões. Cotidianamente, à luz do dia ou em plena madrugada, dialogo com brasileiros que sequer conheço pessoalmente, debatendo com franqueza e intercambiando impressões sobre os mais variados assuntos, numa experiência que tem agregado muito valor a meu trabalho como militante político e cidadão.
Minha experiência pessoal é o melhor testemunho que posso dar sobre a importância da rede. Faz poucas semanas difundi minha “Defesa ao Supremo Tribunal Federal”, brilhante trabalho dos respeitados juristas Arnaldo Malheiros e Celso Villardi e suas equipes. Tomei a iniciativa de divulgar o inteiro teor de uma peça jurídica muito bem fundamentada, composta por documentação farta e testemunhos eloqüentes. Esperava não só levá-la ao conhecimento dos milhões que navegam no mundo virtual, mas estimular a leitura e a avaliação dos brasileiros, partilhando dados, fatos e informações da maior importância e, quase sempre, não encontradas na mídia tradicional. O resultado não poderia ter sido mais auspicioso: iniciou-se debate transparente, fluído e sem preconceitos, onde colho as impressões e a opinião de cada internauta. Além disso, tenho divulgado meus artigos semanais, leituras que faço e partilho com todos, milhares de mensagens de apoio e solidariedade recebidas de norte à sul do Brasil.
Há muito a ser feito, ainda, em relação à internet em nosso país. Ela já se encontra disponível em nossas escolas, está gratuitamente nas ruas, praças e bairros de centenas de cidades, adquire importância singular e se torna quase insubstituível na vida das pessoas a cada dia que passa. Os governos petistas têm levado a sério a missão de democratizar a rede mundial de computadores, em benefício do povo brasileiro e do futuro de nosso país. O programa “Um computador por aluno” (UCA) redobra sua importância e defendo que cada professor receba, também, um tablet ou notebook para auxiliá-lo em sua sagrada missão de ensinar. A banda larga mais rápida e mais barata não é uma utopia, senão uma necessidade que o Brasil do futuro nos impõe e o governo Dilma persegue com sincera decisão político-administrativa.
O expressivo crescimento da utilização da rede, tanto no Brasil quanto em todos os países em desenvolvimento, é o indicativo seguro de que se estabelecem novos paradigmas. Todos eles muito bem-vindos: democracia na informação; nova ferramenta de desenvolvimento científico, educacional e econômico; veículo de crescimento social dos povos e Nações.
(*) Delúbio Soares é professor
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Cemitério Público de Ponta da Serra, em dia de finados










O Cemitério Público de Ponta da Serra foi construído nos idos de 1952, e pouco se sabe da sua história.
Hoje, apesar da necessidade da sua ampliação, pode-se dizer que está muito bonito, já contando com lidos jazidos, condizente para uma Cemitério de um Distrito que almeja sua emancipação política. Vejamos nas imgens

VIIII EXPOMORTE PONTA DA SERRA






Está se realizando no Cemitério Público de Ponta da Serra, durante todo o dia e parte da noite( até 22hs.) a VIII EXPOMORTE, que é organizada e promovida pelo historiador Antonio Correia Lima, que mantem na Internet uma página exclusiva para registrar o falecimento de moradores da comunidade local.