sexta-feira, 10 de abril de 2009

MALUNGO PRODUÇÕES APRESENTA...


PAIXÃO E MORTE DE JESUS CRISTO

A Malungo Produções em parceria com o Centro Cultural do Banco do Nordeste, Coletivo Malungo e Projeto Verde Vida apresentou hoje, dia 10, às 19:30 no Largo da Matriz em Ponta da Serra o curta “ Paixão e Morte de Jesus Cristo”. Deve-se salientar que este filme foi produzido pelos professores e alunos do Ginásio Professor José Bizerra de Britto no ano de 1992. A igreja matriz, as ruas mons, Assis Feitosa e José Augusto Siebra e o Cruzeiro na Serra do Juá, serviram de cenário para o filme.
Elenco:
Jesus > Valtércio Holanda Valdevino
Maria > Vanessa Gomes
Herodes > Aroldo Souza
Caifaz > Luiz Aldo Domingos
Madalena > Cristiane Brasil
Smão Sirineu > Eldo Ferreira Leite, já falecido
Centurião > Roberval Correia
Outras participações:
Plácido, Antonio Dionísio, José Nazário, Raimundo Filho, e outros

100409 - MORRE O MUDO DE DESTAMPA







A comunidade de Ponta da Serra acordou hoje, dia10, sexta feira da paixão consternada com a notícia da morte do jovem Jose Neto Alves Moreira, conhecido por todos como “ O Mudo de Destampa”, vítima de acidente automobilístico. O fato se deu na Rodovia do Algodão, entre a nossa sede e a Vila Rodeador, seu trajeto de todos os dias. A missa de corpo presente e o seu sepultamento se deu hoje, às 16 hs., aqui mesmo em Ponta da Serra, onde ele nasceu e seu criou e era muito querido por todos, prova disso foi o concorrido enterro conforme se observa na foto acima. A s nossa condolências à família enlutada.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

090409 - NOTÍCIAS DO PROJETO VERDE VIDA


REISADO NA MEMÓRIA E NO PÉ

Prosseguindo as atividades iniciadas no segundo semestre de 2008, voltadas para o resgate e valorização das manifestações da cultura popular, além da inserção de crianças e jovens no universo da produção cultural, a Ong Verde Vida vem realizando um importante trabalho, especificamente no que diz respeito ao fomento a criação de grupos artísticos de dança contemporânea e regional. O cotidiano da região do cariri do ceará é singular no tocante as manifestações da cultura popular. Comparada a um caldeirão que ferve perenemente, as danças tradicionais são encontradas nas áreas periféricas e mais afastadas da cidade do Crato. Podemos citar como exemplos as mulheres do Coco da Batateira, Coco do Sítio Quebra, bandas cabaçais e diversos grupos de reisados. Todos esses grupos constituídos em sua grande maioria por agricultoras e agricultores, encaram a cultura popular como um fazer cotidiano. Nesse sentido as manifestações realizadas por esses grupos resultam da maneira como enxergam as suas realidades e as objetivam em práticas culturais cotidianas. Pretendendo entender como ocorre esse fazer no dia a dia da cultura popular, o grupo de dança regional do projeto Verde Vida acatou desde o mês de fevereiro a proposta de vivenciar junto a algumas mestras e mestre da tradição popular em dança, como esta se realiza nas comunidades sedes dos grupos. O grupo de dança regional já vem se especializando desde o final do ano passado na dança de Reisado, e agora se fundamenta através de pesquisa em torno da oralidade, como o Mestre Aldenir mantém essa tradição desde que se iniciou no Reisado na década de 50. A nossa captação do conhecimento passado pelo Mestre Aldenir aos seus fiéis seguidores que são em grande parte filhos, netos e vizinhos , se realiza por meio de visitas à casa do Mestre, e também do encontro deste último com as meninas que fazem parte do grupo de dança no espaço da ong, localizado no Sítio Catingueira. As rodas de conversas com o Mestre têm proporcionado experiências sem precendentes para as dançarinas do Reisado Feminino Cova da Nêga do projeto Verde Vida. Nesses encontros as garotas escutam diretamente do Mestre como tudo começou em sua vida como brincante de reisado, as dificuldades enfrentadas na sua trajetória e a maneira como vem passando até hoje o seu saber popular. Outra experiência que o Reisado Cova da Nêga vivencia é a luta de espadas, parte integrante da dança de reisado. O nome do reisado feminino do projeto Verde Vida surgiu de uma homenagem realizada pelo próprio grupo a uma moça, negra, que no tempo da escravidão teria desobedecido a regras impostas por seus donos e como pagamento teve a morte. Essa história pode ser contada de forma mais detalhada por uma das integrantes do grupo:

Antigamente na Catingueira havia um fazendeiro que tinha uma escrava, ela nunca saía, só saía escondida e ia haver um casamento na região, então ela foi ao casamento, ela se divertiu muito e acabou dormindo na cuminheira da casa, e veio a onça e sangrou ela e saiu arrastando até o alto da ladeira que é denominada hoje como ‘ladeira da cova da nêga’, onde hoje existe uma pequena capela”.
(Marineide Alves)

Essa primeira parte de vivências com o Mestre Aldenir já está sendo realizada, e dando continuidade ao projeto de Rodas de Conversas com as mestras e mestres da cultura popular, a próxima etapa acontecerá com o grupo de Dança do Coco do Sítio Quebra. Dessa forma, é acreditando no conhecimento e valorização pelas crianças e adolescentes acerca das manifestações da cultura popular que a ong Verde Vida estimula vivências com as mestras e mestres, na tentativa de contribuir para o não apagamento dessas riquíssimas tradições que fazem parte do legado cultural do povo caririense.


Ridalvo Felix de Araujo

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

SÔNIA, VOCÊ É UMA "CARA"

Esse texto foi escrito como agredecimento à turma História-URCA 2005.1 que, carinhosamente, homenageou-me em sua colação. Agradeço-os de coração.

Por uma história humana
Sônia Meneses


A história sempre me emocionou e despertou em mim todas as sensações, que nós podemos sentir: indignação, raiva, tristeza, prazer, alegria, amor. Além de todos os espaços nos quais a história se desenrola – dos bancos das praças aos campos de batalha – penso que é dentro de nós que ela ganha as cores mais vivas, principalmente quando somos capazes de olhar para nosso tempo e pensar outros com sensibilidade e humanidade; afinal, tentamos falar de homens e mulheres que um dia viveram como nós.
Mas talvez, há que se perguntar: o que é ser historiador em nossos dias? Qual o nosso papel social? Ao longo dos quatro anos que passamos na universidade tomamo-nos aptos em falar em eventos, conceitos, sistemas políticos, culturas, sociedades, enfim, tornamo-nos especialistas em história. Mas poucas vezes essa pergunta talvez realmente se apresente com franqueza a nós. O que é ser historiador? Não posso crer, sermos apenas especialistas sobre o passado, ou profissionais habilitados a aprisionar o tempo em nossas narrativas.
Hoje, não poderia deixar de citar um autor que creio, todos vocês conhecem. Foi com ele que começamos nos primeiros dias a nossa disciplina de introdução e penso ser uma boa lembrança nesse momento em que vocês concluem essa etapa. Marc Bloch, pouco antes de morrer, ao escrever na prisão as anotações que se tornaram o clássico livro, Apologia à História ou ofício do historiador, perguntava-se, caso ele, historiador, poderia realmente ter compreendido o significado de uma guerra, de uma derrota ou de uma vitória, se o homem, cidadão francês e pai – não estivesse vivendo aquele momento.
Quando li esse livro ainda na graduação, não pude deixar de tentar imaginar seu autor sozinho em uma cela fria, perdido entre pensamentos e papéis avulsos. Perguntava-me porque um homem em seus últimos dias de vida se dedicava a pensar sobre a história.
Hoje, sei que Bloch estava falando também de si, de suas experiências, de seu tempo, mas tentava falar para nós, como que a escrever cartas para o futuro, não por acaso começa seu livro pela pergunta do filho a questionar: o que é história? Talvez quisesse nos dizer ainda, que para sermos historiadores não podemos perder a dimensão de humanidade do nosso próprio ofício.
Suas palavras sempre me inspiraram a pensar em uma história que desperte emoções, que possa incomodar; causar embaraços; uma história que não seja somente a descrição apaziguada do tempo, ou que naturalize pessoas e acontecimentos como meros objetos de nossas pesquisas.
Desejo que hoje, vocês saiam daqui, menos especialistas e mais humanos com o que aprenderem e viveram nas salas de aula, nos corredores, nas amizades, nos namoros dos intervalos, nas cansativas viagens de ônibus. Não façamos uma história desbotada. Levemos para o nosso ofício a mesma emoção das relações que aqui desenvolvemos pois é disso que ele precisa: das cores vivas que cada um de nós carrega. Das alegrias, surpresas, ideais, sonhos e até das tristezas, porque essas também nos humanizam. Da força de superação que vi em muitos de vocês para continuar o curso, da disposição de alguns de voltar e enfrentar novamente a sala de aula, quando a vida já os havia feito professores há muito tempo.
Precisamos de uma história que comova, que faça palpitar o coração, tal qual os enamorados na descoberta da primeira paixão; que faça com que os futuros alunos se mexam em suas cadeiras com o que possam ouvir, que se sintam também desafiados a falar, pensar e produzir, que possamos despertar neles a ânsia de mudança e, sobretudo, a esperança, uma história, enfim, que não tenha vergonha do seu quinhão poesia e imaginação. Uma história humana.
Gostaria de agradecer a todos vocês o carinho que sempre tiveram comigo. Estejam certos que a recíproca é verdadeira. Lamento não poder estar nesse momento com você, mas tenho certeza que a história ainda irá cruzar nossos caminhos muitas outras vezes. Um forte abraço a todo e muito sucesso!
Sônia.
Niterói, 30 de março de 2009.

NOTA: Sônia é professora de História da URCA ,que se encontra no Rio de Janeiro fazendo seu Doutorado.

EXTRAIDO DO blog MEDIAÇÕES CONTEMPORÂNEAS: História, Mídia e Literatura
http://mediacoescontemporaneas.blogspot.com



sexta-feira, 3 de abril de 2009

11/04: MALHAÇÃO DO JUDAS NO CENTRO CULTURAL DO ARARIPE - CRATO/CE

9ª FESTA POPULAR DA MALHAÇÃO DO JUDAS
Sábado de Aleluia, 11 de abril de 2009 – Centro Cultural do Araripe (RFFSA)

"JUDAS PEDOFILINO SAFADUS"

PROGRAMAÇÃO

15h00min – 1. Concentração na Bodega do Joquinha, rua dos Cariris (Centro); 2. Forró pé-de-serra: Trio Flor do Pequi; 3. Cortejo do Judas, acompanhado pelo Grupo de Caretas do Distrito da Bela Vista, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Catirinas e Mateus, Boi, Burrinha e Jaraguá de reisados locais, por atores em seus personagens regionais: Chica Curuja (Joseany Oliveira), Geroplícia (Orleyna Moura), Tranquilino Ripuxado (Pedro Ernesto Morais), Coroné Barduíno (Adauberto Amorim), Zé Bocoió (Aécio Ramos), Maria Matusquela (Teresa Ramos), Zé de Baca (Cacá Araújo), Chicó (Flávio Rocha), Lôra do Banhêro (Françoi Fernandes), Cão-Côxo (Josernany Oliveira), Budeguêra (Joênio Alves), Medusa Bombril (Andecieli Martins), Dona Pomba (Mariana Nunes), Sivirino Cipó Cravo (Franciolli Luciano), Menó Abondonado (Walesvick Pinho), Maria Capionga (Tereza Cândido), Ciça Meropéia (Jonyzia Martins), Fofolete do Sertão (Gabriela Melo), Zefa Miúda (Charline Moura), Cabinha do Babado (Paulo Henrique), Carrim do Sino (Edval Dias), Cacho de Girmum (Vinícius Pinho). Seguem animados com carro-de-som pelo trecho: Centro – Praça 3 de Maio – Praça Siqueira Campos – Bar do Gil – Rua da Vala – Av. Duque de Caxias – Rua São Francisco – Rua Mons. Assis Feitosa – Centro Cultural do Araripe (antigo Largo da RFFSA).
17h00min – Tradicional roubo do Sítio do Judas: Os Caretas vigiam o sítio montado e açoitam com chicotadas os que ousarem roubar. A façanha é sair do sítio sem apanhar (e ainda com o roubo).
18h30min – 1. Leitura do Testamento do Judas, elaborado em versos (cordel); 2. Malhação do Judas, com show pirotécnico e artistas circenses com perna-de-pau e malabares de fogo.
19h30min – Forró pé-de-serra com Sílvio e Marcos.
22h00min – Debandamento.


REALIZAÇÃO
Sociedade Cariri das Artes (PONTO DE CULTURA DO MINC/SECULT-CE)
Cia. Cearense de Teatro Brincante
Circo-Escola Alegria

APOIO
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude
IMAGO/URCA

COLABORAÇÃO TÃNIA PEIXOTO

QUEM DIRIA!

''Esse é o cara'', afirma Obama, sobre Lula
?É o mais popular político do mundo?, diz americano


Andrei Netto, LONDRES

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou ao mundo ter um brother (irmão) no G-20: Luiz Inácio Lula da Silva. A confidência veio à público na tarde de ontem, quando uma conversa informal entre os líderes reunidos na Cúpula de Londres foi captada pela rede de TV britânica BBC: "Eu adoro esse cara!", disse o americano a colegas, após um íntimo aperto de mão com o brasileiro.Obama, ao lado do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e do primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, inclinou o corpo e fez amplo, jovial e informal gesto para apertar a mão de Lula. Voltando-se aos colegas, disse: "Esse é o cara! Eu adoro esse cara! É o mais popular político do mundo!" Sem a mesma desinibição, Rudd entrou na brincadeira: "É o mais popular político veterano do mundo". Obama, então, completou: "É porque ele é boa pinta". Durante o diálogo, Lula - que ouviu a tradução pelo intérprete da presidência, Sérgio Ferreira - sorriu. Veiculado nos canais britânicos e internacionais de TV, o diálogo confirmou os rumores que circulavam em Londres: entre os líderes do G-20, Lula foi uma celebridade pop.Os sinais de seu carisma internacional se multiplicaram ao longo da semana. Antes de chegar a Londres, ele foi recebido pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, no Palácio do Eliseu. Juntos, almoçaram e fizeram uma declaração à imprensa em Paris repleta de afagos mútuos. Depois, Lula seguiu para a capital britânica. Sua opção de percorrer os 455 quilômetros que separam Paris de Londres em trem-bala, e não no avião presidencial, provocou elogios do The Guardian, impressionado pela consciência ambiental da delegação brasileira. A reportagem ignorou que o aerolula voou só com a tripulação para pegar a delegação hoje. A badalação em torno de Lula continuou na Inglaterra. Na foto oficial, no Palácio de Buckingham, ele se sentou à esquerda da rainha Elizabeth II. A distinção lhe foi oferecida por ser o mais antigo líder entre os membros do G-20.A série de afagos não deslumbrou Lula, ao menos publicamente. Questionado por jornalistas sobre a intimidade com Obama, minimizou: "A frase do Obama deve ter sido um gesto de gentileza, uma brincadeira. Tenho consciência do meu tamanho, da minha importância e tenho consciência de cada companheiro também." Lula retribuiu as carícias. "O Obama, eu disse a ele, é o primeiro presidente dos EUA que têm a cara da gente. Se você encontra ele, vai pensar que é baiano. Se o encontrar no Rio, vai pensar que é carioca. É o primeiro que é parecido com todo mundo".
FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO

quinta-feira, 2 de abril de 2009

RPS- Radiodifusora Ponta da Serra

RADIO DIFUSORA PONTA DA SERRA SE TORNA CONHECIDA NACIONALMENTEwww.apec.org.br/paideia

Após a primeira matéria publicada no Diário do Nordeste, em 25 de agosto de 2008, pelo jornalista Antonio Vicelmo sobre o serviço prestado à comunidade pela nossa Radiosifusora Ponta da Serra, um serviço de amplificadora, conhecido também, em algumas regiões do Brasil, como “Radio a cabo”, despertou o interesse da equipe da FGF - Faculdade da Grande Fortaleza. No mesmo dia em que a reportagem foi divulgada recebemos uma ligação de um dos alunos do curso de letras desta faculdade que dizia que sua professora, Andréia Turolo, coordenadora do Curso de letras, havia demonstrado interesse em incluir este nosso trabalho em uma das cenas de um vídeo de num projeto de pesquisa sobre a língua portuguesapara o MEC/MCT. Passado alguns dias recebemos uma ligação telefônica da professora Andréia confirmando seu interesse de enviar até nós sua equipe de produção de vídeos. Passando mais algumas, semanas recebemos uma ligação da produtora Jeanne Feijão confirmando a vinda do pessoal que viria fazer as gravações. E, de fato, recebemos no final do ano passado toda a equipe que fez um belíssimo trabalho ora disponibilizado na Internet no seguinte endereço: www.apec.org.br/paideia
Na segunda matéria do Vicelmo, de 29 de dezembro, a professora Andréia Turolo disse que o trabalho tem como objetivo valorizar os falares cearenses, dentro da concepção de que cada região tem um linguajar próprio, além de destacar a função social da amplificadora, um meio de comunicação que está desaparecendo. Andréia confirmou que a reportagem publicada no jornal despertou o interesse da equipe para o trabalho que está sendo editado.
Finalmente, o vídeo está pronto e disponível na Internet, e terá o objetivo de servir de complemento de conteúdos escolares a ser utilizado nas escolas de ensino médio em todo o Brasil. Portanto, acesse o site acima e confirme o belo trabalho da equipe da FGF- Faculdade Integrada da Grande Fortaleza ,” um grande motivo de orgulho para nós.”

NOTA: A CENA DA AMPLIFICADORA ESTÁ CONTIDA NO CAPÍTULO II, VÍDEO II